
O governador Jerônimo Rodrigues saiu em defesa da política de redução de cachês nos festejos juninos após o cantor Flávio José cancelar apresentações na Bahia. Segundo Jerônimo, a medida não foi direcionada a um artista específico, mas faz parte de uma ação conjunta envolvendo Ministério Público, Tribunais de Contas, Defensoria Pública e órgãos estaduais para evitar contratações consideradas acima da realidade financeira dos municípios.
O governador argumentou que recursos destinados a grandes shows poderiam ser utilizados em áreas como saúde e educação.
A declaração, porém, reacendeu críticas antigas de músicos, produtores e empresários do setor cultural contra a Superintendência de Fomento ao Turismo da Bahia (Sufotur). Em diferentes denúncias publicadas por veículos de comunicação baianos, artistas relataram atrasos de meses e até mais de um ano para receber cachês referentes a apresentações contratadas pelo Governo do Estado.
O cantor Genárd Melo afirmou possuir cerca de R$ 200 mil a receber, enquanto outros músicos relataram dificuldades financeiras após realizarem shows e não receberem os valores contratados.
Ameaças e assédio moral – As denúncias também apontam que parte desses débitos teria sido herdada da antiga Bahiatursa e posteriormente absorvida pela Sufotur. Advogados que atuam na área cultural afirmam que muitos artistas evitam expor publicamente a situação por receio de perder futuras contratações.
As denúncias também apontam que parte desses débitos teria sido herdada da antiga Bahiatursa e posteriormente absorvida pela Sufotur. Advogados que atuam na área cultural afirmam que muitos artistas evitam expor publicamente a situação por receio de perder futuras contratações.
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