
A pergunta que a gente se faz é: por que Rui Costa insiste tanto em diminuir o susto vivido por ACM Neto e outros políticos dentro de um avião que sofreu uma pane em pleno voo? Por que esconder o “incidente”?
Depois de já ter sido criticado por declarações consideradas frias, o ex-ministro e pré-candidato ao Senado voltou ao assunto nesta quinta-feira (11), em Salvador, e disse que já passou por “situações piores”, citando até explosão de motor em uma aeronave, antes de completar que “o susto pode ser grande, mas a vida continua”.
O episódio, porém, não foi uma simples conversa de bastidor.
Na aeronave estavam ACM Neto, João Roma, Roberta Roma, Ângelo Coronel e Nelson Leal, em uma viagem que acabou marcada por tensão, despressurização e perda rápida de altitude, segundo relatos dos próprios ocupantes.
João Roma chegou a dizer que a sensação foi de que “era o fim”, enquanto o governador Jerônimo Rodrigues, sucessor político de Rui Costa no PT, adotou outro tom e se solidarizou publicamente com ACM Neto e os demais passageiros, afirmando que vidas precisam ser preservadas acima das divergências políticas.
É aí que a fala de Rui Costa ganha peso político.
Em vez de encerrar o assunto com uma mensagem institucional de respeito “a vidas humanas”, o petista preferiu comparar o caso com experiências pessoais e questionar a repercussão, o que alimenta a impressão de que parte do grupo governista quer transformar um episódio grave em disputa eleitoral miúda.
Na Bahia, onde ACM Neto aparece como principal nome da oposição ao ciclo petista de duas décadas no poder, a tentativa de minimizar uma pane que poderia ter terminado em tragédia não passa despercebida.
A Polícia Federal continua investigando causas.
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