
Um pedido vindo de dentro do próprio PT aumentou a pressão sobre Jaques Wagner nesta quinta-feira (18). O deputado federal Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara, defendeu que o senador baiano se afaste da liderança do governo no Senado após ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
Correia escreveu no X que, “na condição de investigado”, Wagner deveria deixar temporariamente o posto para cuidar da própria defesa, sempre com a presunção de inocência preservada.
A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, e cumpre 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, no âmbito das investigações ligadas ao Banco Master.
Wagner, por outro lado, afirmou à BandNews que continua na liderança “até que o presidente Lula peça” sua saída e disse acreditar que o presidente não irá mexer em sua posição.
Segundo a PF, os fatos investigados podem configurar, em tese, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, envolvendo suspeitas de atuação política em favor de interesses ligados ao Banco Master.
O senador nega irregularidades e diz estar tranquilo para prestar esclarecimentos.
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