
Lionel Messi escreveu mais um capítulo gigante na história da Copa do Mundo. Na vitória da Argentina por 3 a 1 sobre a Jordânia, o camisa 10 saiu do banco e marcou um golaço de falta aos 80 minutos, fechando o placar em Dallas. Com esse gol, Messi se tornou o primeiro jogador da história a marcar em sete partidas consecutivas de Copa do Mundo, superando a marca que era dividida por Just Fontaine, pela França em 1958, e Jairzinho, pelo Brasil em 1970, ambos com seis jogos seguidos balançando a rede.
O número impressiona ainda mais porque confirma a longevidade absurda do argentino.
A sequência começou em 2022, contra a Austrália, passou por Holanda, Croácia e França, e continuou em 2026 com hat-trick contra a Argélia, mais dois gols contra a Áustria e agora o gol contra a Jordânia. Messi chegou a 19 gols em Copas, ampliando seu próprio recorde, e segue sendo decisivo mesmo quando começa no banco.
Para a Argentina, melhor impossível: três vitórias, liderança do Grupo J e elenco inteiro ganhando ritmo antes do mata-mata.
Agora vem Cabo Verde, a grande história alternativa desta Copa. A seleção africana, estreante em Mundiais, passou em segundo no Grupo H após três empates e virou o menor país da história a chegar ao mata-mata de uma Copa, com cerca de 500 mil habitantes.
No papel, a Argentina é amplamente favorita, tem mais talento, mais profundidade e mais casca para decisão. Mas jogo eliminatório não aceita soberba: Cabo Verde mostrou organização, competitividade e coragem. Se a Argentina entrar concentrada, tem tudo para avançar; se achar que resolve só com camisa, pode transformar uma noite tranquila em susto histórico.
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