
A nova tarifa de 25% anunciada pelo governo de Donald Trump sobre parte dos produtos brasileiros pode atingir setores estratégicos da economia baiana e aumentar a preocupação com vendas, produção e empregos. A cobrança começa em 22 de julho e alcança mercadorias como açúcar, máquinas, produtos siderúrgicos e outros bens brasileiros, embora café, carne bovina, suco de laranja, determinados produtos de energia e componentes da indústria aeronáutica tenham sido incluídos entre as exceções.
O governo americano afirma que a medida responde a práticas comerciais consideradas injustas, enquanto Lula contesta a decisão e avalia reagir por meio da Organização Mundial do Comércio e da Lei da Reciprocidade Econômica.
Na Bahia, a maior exposição está concentrada especialmente nas cadeias química, petroquímica e metalúrgica. A Federação das Indústrias do Estado da Bahia alerta que produtos como ferrossilício, benzeno e butadieno podem ser diretamente atingidos. O aumento do imposto na entrada dos Estados Unidos encarece os produtos baianos para o comprador americano, reduz a competitividade diante de fornecedores de outros países e pode obrigar empresas a diminuir margens, renegociar contratos ou procurar rapidamente novos mercados.
Os efeitos não seriam iguais em toda a economia baiana. As exceções reduzem o impacto sobre alguns produtos importantes, mas segmentos industriais com forte dependência dos Estados Unidos permanecem vulneráveis. A petroquímica baiana, por exemplo, destina cerca de um quarto de suas exportações ao mercado americano, enquanto determinados produtos químicos chegam a ter os Estados Unidos como destino exclusivo ou majoritário.
Isso não significa que demissões ocorrerão automaticamente, mas quanto mais tempo a tarifa permanecer, maior será a pressão sobre fábricas, fornecedores, transportadoras e municípios que dependem dessas cadeias produtivas.
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