
Do desagravo a Lula ao voto em Flávio Bolsonaro, Angelo Coronel tornou-se protagonista de uma das maiores reviravoltas da eleição de 2026 na Bahia. A convenção realizada nesta quarta-feira (22), no Centro de Convenções de Salvador, oficializou o senador do Republicanos como candidato à reeleição na chapa liderada por ACM Neto, do União Brasil. O grupo terá Zé Cocá, do PP, como candidato a vice-governador e João Roma, do PL, disputando a segunda vaga para o Senado.
A mudança reposiciona um político que durante anos esteve vinculado ao grupo governista e que chegou a promover, quando presidia a Assembleia Legislativa da Bahia, uma sessão de desagravo em solidariedade a Lula durante o período em que o petista esteve preso. Agora alinhado à oposição estadual e declarado eleitor de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, Coronel rejeitou a acusação de traição.
Segundo ele, dirigentes, políticos e eleitores devem ter liberdade para escolher seus candidatos, independentemente da posição adotada pelos partidos.
Na convenção, Coronel também atacou a participação de Rui Costa na política baiana e ironizou o espaço ocupado pelo ministro da Casa Civil no governo estadual. O senador afirmou enxergar uma “inversão de papéis” e brincou que o PT poderia colocar Rui como candidato ao governo e transferir Jerônimo Rodrigues para a disputa do Senado.

O senador apresentou uma bandeira concreta para a campanha: reduzir o deslocamento de pacientes do interior para Salvador em busca de atendimento de alta complexidade. Coronel defendeu a ampliação dos leitos de UTI, urgência e emergência nas diferentes regiões da Bahia. Para ele, o fortalecimento dos hospitais regionais permitiria que mais pessoas recebessem tratamento próximo às cidades onde vivem, sem precisar enfrentar longas viagens até a capital.
Coronel prometeu ainda destinar parte das emendas parlamentares para a saúde caso ACM Neto seja eleito governador. O senador argumentou que qualquer gestão estadual depende de articulação com deputados federais e senadores para ampliar os investimentos públicos.
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