
A convenção realizada nesta quarta-feira (22), no Centro de Convenções de Salvador, fez mais do que homologar a segunda candidatura de ACM Neto ao Governo da Bahia: o evento apresentou a estratégia montada pela oposição para tentar produzir um resultado diferente do registrado em 2022. A chapa terá o ex-prefeito de Jequié Zé Cocá, do PP, como candidato a vice-governador e Angelo Coronel, do Republicanos, e João Roma, do PL, disputando as duas vagas da Bahia no Senado.
A presença de Roma ao lado de Neto é uma das principais mudanças em relação à eleição anterior, quando os dois concorreram separadamente ao governo estadual.

Na entrevista coletiva que antecedeu a convenção, ACM Neto afirmou que a diferença decisiva está do outro lado da disputa. Segundo o candidato, Jerônimo Rodrigues chegou à eleição de 2022 como um político ainda pouco conhecido, mas agora poderá ser julgado pelo desempenho de quase quatro anos de governo.
Neto classificou o adversário como “testado e reprovado” e contestou a afirmação de Jerônimo de que teria executado 92% de seu programa.
O oposicionista citou o levantamento que encontrou 33 das 92 promessas integralmente cumpridas e declarou que, nas mesmas circunstâncias, não teria “coragem” de concorrer à reeleição.
Outro elemento apresentado foi o slogan “Mudança com Segurança”, criado pelo publicitário João Santana e sua equipe. De acordo com ACM Neto, a expressão foi mantida em sigilo até a convenção e carrega um duplo significado. A primeira interpretação relaciona a campanha ao enfrentamento da violência e do crime organizado; a segunda procura apresentar o candidato como uma alternativa com experiência, e não como uma aposta desconhecida. Para sustentar essa mensagem, Neto recordou os oito anos em que administrou Salvador e afirmou estar mais preparado, experiente e amadurecido do que estava na campanha passada.
Bruno Reis reforçou a narrativa de que a principal vantagem da oposição em 2026 seria a união de forças que estavam divididas há quatro anos. O prefeito de Salvador afirmou que o grupo possui palanques políticos nos 417 municípios e atribuiu a formação da chapa com Zé Cocá, Angelo Coronel e João Roma a uma estratégia de expansão no interior.
Ao dizer que o eleitorado teria se cansado de quase duas décadas de governos petistas, Bruno antecipou o tom da campanha: a oposição tentará transformar a eleição em um julgamento da gestão Jerônimo, enquanto apresenta unidade política, segurança pública e experiência administrativa como razões para a mudança.
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