
Existe uma Bahia inventada nos estúdios de sociopatas de extrema-esquerda, nos portais alinhados à petezada baiana e nos podcasts de militantes travestidos de analistas políticos. Nessa Bahia imaginária, basta repetir uma narrativa, produzir alguns cortes para as redes sociais e reunir comentaristas que concordam entre si para que os problemas desapareçam.
É o velho wishful thinking: o sujeito confunde aquilo que deseja com aquilo que existe e, depois, passa a tratar a própria torcida como análise política. Só que a realidade não pede licença ao militante, não se curva ao algoritmo e não desaparece porque algum influenciador decidiu ignorá-la.
A Bahia concreta começa onde termina a bolha de Salvador, da Região Metropolitana e de Feira de Santana. Ela está nas cidades pequenas, nas estradas do interior, nas filas, nas propriedades rurais, nos bairros tomados pelo medo e na vida de quem precisa trabalhar para sustentar a família. Essa população não vive de slogan, propaganda oficial ou postagem patrocinada.
Vive da presença, ou da ausência… do poder público.
E é justamente essa Bahia que muitos dos chamados especialistas desconhecem, porque analisam o estado olhando números de engajamento, conversas de bastidores e interesses de grupos instalados no poder.

Desde janeiro de 2007, a Bahia é governada por uma sequência política formada por Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues. Portanto, em 2026, já são quase 20 anos de um mesmo projeto comandando a máquina estadual, tempo mais do que suficiente para que seus resultados sejam avaliados sem desculpas, sem heranças imaginárias e sem a tentativa permanente de culpar adversários.
Wagner governou por oito anos, Rui assumiu em 2015 e ficou por outros oito, enquanto Jerônimo tomou posse em janeiro de 2023 como sucessor do mesmo grupo.
A esquerdalhada baiana não pode continuar se apresentando como novidade depois de quase duas décadas no poder. Ela é a situação, é responsável pelas escolhas feitas, pelas prioridades estabelecidas e também pelos problemas que não conseguiu resolver. Quando o governo nega a gravidade de uma dificuldade vivida pela população, ele deixa de procurar a solução e passa a investir apenas no controle da narrativa.
Política séria não é a arte de criar versões convenientes, mas a obrigação de reconhecer a realidade e agir sobre ela.
É justamente nesse contraste que ACM Neto precisa ser apresentado com mais firmeza.
Neto não é uma promessa montada às pressas por um grupo que deseja continuar no poder; é um político que já foi testado na administração da maior cidade do estado. Governou Salvador por dois mandatos e, em maio de 2020, uma pesquisa DataPoder360 apontou aprovação de 79% de sua gestão. Esse resultado não torna sua administração imune a críticas, mas demonstra que existe experiência concreta, capacidade de comando e uma trajetória que pode ser comparada com a do grupo que governa a Bahia desde 2007.
A Bahia não precisa de alguém que diga que está tudo bem. Precisa de um governador que admita o que está errado, vá a campo, ouça quem produz, conheça as diferenças entre as regiões e transforme diagnóstico em decisão.
ACM Neto representa hoje a alternativa mais consistente para romper um ciclo que se aproxima de duas décadas.
Não se trata de entregar um cheque em branco à oposição, mas de compreender algo elementar: quando um mesmo grupo teve quase 20 anos para governar e ainda pede mais tempo para resolver os mesmos problemas, a mudança deixa de ser apenas uma possibilidade eleitoral e passa a ser uma necessidade política.
TVS1 Notícias da Bahia, Salvador, Política e Esporte