
A família de Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, foi recebida na noite de sexta-feira (31), pela cúpula da segurança pública da Bahia, pouco mais de uma semana depois da morte do comerciante durante uma ação policial na localidade de Lessa Ribeiro, em São Cristóvão, Salvador. Participaram da reunião o secretário estadual da Segurança Pública, Marcelo Werner, o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Antônio Carlos Silva Magalhães, além de representantes da Polícia Civil, da Corregedoria da PM e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa. Segundo a SSP, os familiares receberam informações sobre as investigações, as medidas administrativas adotadas e as ações de assistência social previstas.
O governo também anunciou um canal direto de comunicação com a família e a elaboração, em parceria com o Núcleo de Apoio às Vítimas de Crimes Violentos do Ministério Público da Bahia, de um plano de acolhimento para os parentes de Leonardo.
O encontro representa um avanço no acolhimento da família, mas não encerra as perguntas centrais sobre a morte de Léo.
A Polícia Militar afirma que agentes da 49ª CIPM foram recebidos a tiros por suspeitos, reagiram e posteriormente encontraram o comerciante ferido; moradores e familiares contestam a versão, afirmam que não houve confronto e sustentam que os policiais chegaram atirando. Os militares envolvidos foram afastados, a Polícia Civil e a Corregedoria da PM abriram investigações e as equipes usavam câmeras corporais, cujas gravações integram a apuração.
Leonardo tinha 33 anos, era pai de dois filhos e havia inaugurado sua lanchonete menos de uma semana antes de morrer. Sua viúva, Érica Nascimento, relatou que tentou socorrê-lo e que uma das crianças viu o pai caído e coberto de sangue.
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