
A vereadora Marinor Brito, do PSOL, afirmou que vai insistir na tentativa de declarar Neymar “persona non grata” em Belém, mesmo depois de o requerimento não chegar ao plenário da Câmara Municipal. Segundo a parlamentar, a Mesa Diretora impediu que o pedido fosse colocado em votação, decisão classificada por ela como uma afronta ao regimento da Casa e à democracia.
A nova ofensiva política aconteceu depois da confusão registrada na noite de terça-feira, 4 de agosto, no Mangueirão. O Santos venceu o Remo por 1 a 0, garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Brasil e teve participação decisiva de Neymar, que entrou no segundo tempo e deu a assistência para o gol de Rony.
Depois da partida, porém, o camisa 10 discutiu com integrantes da equipe paraense, gritou “eliminados” e precisou ser contido por membros da comissão técnica e da segurança.
A polêmica já havia começado no empate sem gols entre Santos e Remo, disputado no sábado, 1º de agosto, na Vila Belmiro. Durante uma discussão com o volante Edson Fernando, Neymar se aproximou do adversário e olhou para o nome estampado na camisa, em um gesto interpretado por torcedores como deboche por supostamente não conhecer o jogador.
Torcedora declarada do Remo, Marinor afirmou que a atitude ultrapassou os limites da rivalidade esportiva e representou desrespeito aos atletas paraenses e ao futebol da Região Norte. Ao criticar a decisão da Câmara, a vereadora alegou que “um bilionário chega a Belém e trata nossos jogadores paraenses com desrespeito” e prometeu continuar cobrando que o requerimento seja levado ao plenário.
Apesar do peso da expressão, uma declaração de “persona non grata” teria caráter político e simbólico. A eventual aprovação não impediria Neymar de entrar em Belém nem produziria punição esportiva contra o jogador.
Neymar não respondeu diretamente à vereadora, mas publicou uma fotografia após a classificação do Santos com a mensagem “Objetivo concluído”.
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