
A candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República sofreu um inesperado bloqueio nesta quinta-feira (13) depois que a equipe do senador descobriu que ele aparecia no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao Partido Missão, e não mais ao PL. Uma certidão emitida pelo TSE registra a saída do Partido Liberal e a entrada no Missão em 12 de agosto, alteração que impediu a campanha de concluir o registro da candidatura.
Inicialmente, integrantes da equipe de Flávio levantaram a hipótese de invasão, mas o TSE descartou ataque hacker e informou que a inclusão foi realizada por meio de credenciais ligadas ao próprio partido.
O presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, pediu a instauração de inquérito para investigar o uso indevido do sistema, enquanto o pedido para desfazer a filiação permanece em análise.
O episódio abriu uma corrida contra o relógio em plena reta final para o registro das candidaturas. O Missão também afirma ter sido vítima de uma filiação fraudulenta e sustenta que tentou avisar o gabinete de Flávio sobre a irregularidade desde 2 de agosto; já o senador reagiu dizendo que o “sistema” tentou impedir sua candidatura e afirmou que seguirá na disputa. A Justiça Eleitoral estabelece que partidos, federações e coligações têm até as 19h deste sábado, 15 de agosto, para apresentar os pedidos de registro.
Com isso, o foco agora está na correção do cadastro e na investigação de quem utilizou as credenciais partidárias para realizar a movimentação que colocou em suspenso o registro do candidato do PL.
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