
O “Buraco do Jero” virou meme, ponto turístico no Google Maps e combustível para a disputa eleitoral, mas por baixo da repercussão existe um problema estrutural que continua sem resposta definitiva. A cratera no km 604 da BR-324, em Simões Filho, surgiu em 7 de julho e já atravessa mais de 40 dias de reparos, liberações e novas intervenções na principal ligação rodoviária entre Salvador e Feira de Santana.
Segundo o DNIT, uma falha em um antigo bueiro localizado sob o aterro provocou perda do material que sustenta o pavimento, causando trincas e afundamento das faixas. O primeiro serviço emergencial permitiu a liberação do tráfego, mas a pista voltou a ceder menos de 24 horas depois.
O órgão decretou situação de emergência e realizou novas obras para estabilizar o terreno e conter a fuga de material.
As pistas foram novamente liberadas em 19 de julho, após quase duas semanas de intervenções. Cinco dias depois, porém, a faixa da esquerda voltou a ser bloqueada para a continuidade do reparo em uma manilha da rede de drenagem. Na ocasião, a PRF informou que uma nova avaliação técnica seria necessária para definir as próximas etapas e o prazo da obra.
Até agora, o DNIT não apresentou publicamente uma data para a conclusão da solução estrutural definitiva.
Para os motoristas a pergunta permanece mais simples e urgente: depois de tantas intervenções, a estrutura é segura e quando o “Buraco do Jero” será definitivamente eliminado?
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