
A prefeita de Lauro de Freitas, Débora Régis (União Brasil), colocou a segurança pública no centro do debate eleitoral durante a “Reunião da Libertação e Reconstrução da Bahia”, realizada na noite desta quinta-feira (20), no Armazém Convention. Segundo estimativa de profissionais de segurança pública presentes no evento, mais de 10 mil pessoas participaram do encontro organizado em apoio à candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia. Débora, que coordena a campanha de Neto na Região Metropolitana de Salvador, aproveitou o ato para fazer uma das críticas mais duras até agora ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Ao falar sobre a violência, Débora afirmou que municípios do interior que antes eram considerados tranquilos passaram a conviver com a presença de organizações criminosas e com famílias amedrontadas. A prefeita declarou que há localidades nas quais moradores estariam sendo retirados de suas próprias casas por integrantes de facções.
“Não resolve porque o governador é incompetente”.
O evento também funcionou como demonstração da estrutura política organizada por Débora em favor de ACM Neto na Região Metropolitana. Participaram lideranças como Cacá Leão, Pedro Tavares e diversos candidatos a cargos no Legislativo.
A chapa majoritária oposicionista não esteve fisicamente no encontro, mas ACM Neto enviou uma mensagem aos presentes na qual pediu mobilização da militância e prometeu manter uma relação de parceria com Lauro de Freitas caso seja eleito governador. “Lauro vai ter um governador parceiro”, declarou o candidato.

A segurança tende a permanecer entre os temas de maior confronto da campanha baiana até outubro, e Débora sinalizou que pretende explorar o assunto na mobilização regional pela candidatura de Neto. A estratégia combina o peso eleitoral de Lauro de Freitas com um discurso voltado para problemas cotidianos, como violência e presença do crime organizado.
Débora reforçou sua condição de uma das principais articuladoras de ACM Neto na RMS e indicou que o embate com Jerônimo será feito também a partir de temas capazes de “atingir diretamente o eleitor fora do debate partidário tradicional”.
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