
Uma reunião convocada para demonstrar força e organizar a campanha de Jerônimo Rodrigues (PT) abriu também uma janela para o desconforto existente em parte da própria base governista. O encontro realizado na quarta-feira (19), em Salvador, reuniu o governador, Rui Costa, Jaques Wagner e centenas de gestores municipais para discutir mobilização eleitoral, atuação nos municípios e fortalecimento da campanha.
Prefeitos ouvidos sob reserva pela coluna Pombo Correio, do jornal Correio, relataram cobrança para divulgar ações do Estado, mobilizar lideranças e entrar de vez na disputa, ao mesmo tempo em que reclamaram de obras prometidas, demandas municipais e convênios que, segundo eles, ainda não avançaram.
A mesma apuração afirma que alguns gestores, embora pretendam manter formalmente o apoio a Jerônimo, já teriam procurado integrantes da campanha de ACM Neto (União Brasil) para sinalizar que poderão liberar aliados e bases locais para trabalhar pela oposição.
Os relatos são anônimos e, portanto, devem ser tratados como informação de bastidor, e não como declaração pública ou rompimento formal.
A dimensão do encontro também virou objeto de versões diferentes. Reportagens publicadas logo após a reunião falaram em mais de 300 ou 330 prefeitos, enquanto a coluna do Correio afirma que a comunicação governista divulgou número superior a 360 e registra que prefeitos presentes estimaram um contingente menor.
Não há, até agora, uma contagem independente que permita encerrar a divergência.
Em discurso no local, Jerônimo continuou prometendo e prometendo: afirmou que pretende construir com os municípios as prioridades dos próximos quatro anos e defendeu projetos qualificados e integração entre governos estadual, federal e prefeituras.
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