
TikTok, YouTube e Instagram suspenderam no Brasil perfis ligados ao candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, em cumprimento à decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral. A ordem atingiu o coração da estratégia eleitoral do candidato, fortemente apoiada nas redes sociais, e também suspendeu sua propaganda digital, sua participação em debates, entrevistas e sabatinas, além dos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.
Toffoli afirmou que 16 perfis vinculados à campanha foram informados à Justiça Eleitoral com 12 dias de atraso. Segundo o ministro, a omissão permitiu que conteúdos favoráveis a Renan continuassem recebendo distribuição dos algoritmos enquanto os adversários já estavam submetidos às restrições eleitorais das plataformas.
A defesa atribuiu o atraso a um problema no sistema do TSE, classificou a decisão como um “absurdo jurídico” e anunciou recurso ao plenário da Corte.
A punição, considerada inédita, provocou reação dentro do próprio tribunal. Integrantes do TSE ouvidos por O Antagonista reconheceram que a campanha cometeu um “erro primário”, mas consideraram excessivo impedir o candidato de fazer campanha, receber recursos e participar de debates. A expectativa dessa ala é que a medida seja revista pelo plenário, embora a omissão dos perfis ainda possa resultar em outra punição caso seja reconhecida má-fé.
A crise também escancarou a guerra dentro da direita. Flávio Bolsonaro e Romeu Zema criticaram a decisão e defenderam o restabelecimento da campanha, mas Eduardo Bolsonaro afirmou não ter “pena” de Renan. O ex-deputado disse que o candidato e seu grupo agora enfrentam o “monstro que ajudaram a criar”.
TVS1 Notícias da Bahia, Salvador, Política e Esporte