
O candidato ao Senado e presidente do PL na Bahia, João Roma, voltou a criticar a condução da segurança pública no estado e alertou para o avanço do crime organizado. Em entrevista nesta segunda-feira (21) ao programa Levante a Voz, do Blog do Valente, na Rádio Andaiá FM, de Santo Antônio de Jesus, Roma afirmou que a Bahia vive um cenário que classificou como um “retrocesso para um novo cangaço”.
“Em pleno século 21, a gente tem um retrocesso para um novo cangaço”, declarou. Para Roma, o enfrentamento à criminalidade precisa ser tratado de forma técnica, com ações efetivas do poder público e sem interferência de questões ideológicas.
“É fundamental que a gente tenha uma abordagem muito técnica em relação à questão da segurança pública. E é isso que a gente espera do próximo governador”, afirmou. Roma disse acreditar que ACM Neto, caso eleito governador, dará prioridade ao combate à violência e ao crime organizado.
O candidato também criticou diretamente o governador Jerônimo Rodrigues. Roma mencionou declarações dadas pelo petista durante a campanha eleitoral e afirmou que o governo estadual não pode se eximir da responsabilidade sobre a segurança pública. “O que não dá mais é para o governador fazer vista grossa”, disse.
Ao tratar da realidade de Salvador, Roma afirmou que a população mais pobre é a que mais sofre com o domínio de grupos criminosos em determinadas localidades, onde, segundo ele, facções chegam a impor regras próprias e desafiar a autoridade do Estado.
Roma citou Goiás como exemplo de resposta ao avanço da criminalidade e afirmou que outros estados, inclusive no Nordeste e sob administrações de esquerda, conseguiram adotar medidas de enfrentamento à violência. Na avaliação do candidato, a Bahia não conseguiu apresentar uma resposta eficaz ao problema ao longo das últimas duas décadas.
O presidente do PL baiano também defendeu maior respaldo às forças policiais. “Não pode ter justificativa para matar policial. Se está tendo esse tipo de enfrentamento, a última fronteira é justamente o poder do Estado para defender o cidadão”, afirmou.
Para Roma, o fortalecimento da presença do Estado é necessário para impedir que áreas sejam submetidas às regras de organizações criminosas. “O cidadão, se isso for mantido, verá a gente entrar num período de barbárie”, alertou.
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