
O Esporte Clube Bahia reconheceu nesta terça-feira (13) que uma publicação de conteúdo político-partidário favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi divulgada por um funcionário no canal oficial de WhatsApp do clube.
A mensagem, publicada na segunda-feira (12), atacava Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), e terminava com um pedido explícito de voto: “Em defesa das crianças, Lula 13.”
Diante da repercussão, o Tricolor apresentou sua justificativa em nota: “A publicação de conteúdo político-partidário veiculada no perfil oficial do Clube em 12/10/2026 decorreu de um equívoco operacional.”
O episódio levantou questionamentos sobre o controle das redes sociais e os procedimentos adotados pela comunicação institucional do Bahia.
Na explicação, o clube revelou que o responsável pela publicação utilizava o mesmo aparelho para administrar os perfis oficiais do Bahia e sua conta pessoal. Segundo a nota, o funcionário, “ao publicar o conteúdo, selecionou indevidamente o perfil oficial do Bahia”.
A direção afirmou ainda que a mensagem permaneceu disponível por poucos minutos, versão que contrasta com reportagem inicial do Bahia Notícias, segundo a qual o material ficou publicado por pouco mais de três horas.
O Tricolor também declarou: “O Clube esclarece que o conteúdo não representa seu posicionamento institucional, reafirma seu caráter apartidário”.
A controvérsia pode ultrapassar os limites do futebol e chegar à Justiça Eleitoral. A utilização de um canal institucional para divulgar propaganda favorável a uma candidatura levanta dúvidas sobre eventual infração à legislação, embora a existência de crime eleitoral não possa ser presumida apenas pela postagem.
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