
O Amazonas está pegando fogo, e a situação já passou de todos os limites. Dos 62 municípios do estado, 36 estão em situação de emergência por causa dos incêndios florestais. Em Manaus, a fumaça tomou conta da cidade, provocou a suspensão de aulas, interrompeu atividades ao ar livre e levou autoridades a emitir alertas de saúde. A crise obrigou o governo federal a mobilizar 11 aeronaves e 290 brigadistas.
Na segunda-feira (12), aviões do Ibama já haviam lançado mais de 10 mil litros de água sobre áreas atingidas pelas chamas.
Segundo dados do Censipam, os focos de incêndio cresceram 271% nos primeiros dez dias de outubro, em comparação com o mesmo período de 2025.
Mas, em meio à fumaça, uma pergunta volta a incomodar: cadê os artistas do “Salve Amazônia”? Durante o governo Jair Bolsonaro, nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Daniela Mercury, Maria Bethânia e Nando Reis participaram de uma mobilização musical em defesa da floresta. A campanha ganhou repercussão nacional e transformou a preservação ambiental em bandeira artística.
Agora, com mais da metade dos municípios amazonenses em emergência, fica a cobrança: onde está uma mobilização coletiva de igual tamanho?
O cenário é grave, mas ainda não há elementos para afirmar que todos esses artistas estejam em silêncio.
Afinal, a Amazônia só merecia música, protesto e indignação quando Bolsonaro era presidente? Com Lula no Palácio do Planalto, a floresta continua queimando, famílias respiram ar contaminado e estudantes ficam sem aulas.
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Fumaça sufoca Manaus e reacende pergunta: onde estão os artistas do “Salve a Amazônia”?
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