
Gilberto Gil, Daniela Mercury e BaianaSystem participaram neste domingo (18) do Ato pela Democracia, na Barra, em Salvador, mobilização que manifestou apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com trio elétrico e apresentações de artistas conhecidos, o evento assumiu um formato que levanta uma pergunta incômoda: quando uma manifestação política com apoio explícito a um candidato e atrações musicais passa a funcionar como showmício?
Em contraste, a mobilização de Flávio Bolsonaro na orla, no sábado (17), apostou em caminhada, apoiadores e discursos.
A Lei nº 9.504/1997, no artigo 39, parágrafo 7º, proíbe showmício e eventos semelhantes para promover candidatos, além da apresentação de artistas, remunerados ou não, com a finalidade de animar comícios e reuniões eleitorais. O TSE explica que a regra busca impedir que o poder de atração dos artistas seja usado para levar público a eventos de promoção de candidaturas.
No caso dos atos deste domingo (18), porém, o corregedor-geral do TSE negou o pedido do Partido Novo para suspendê-los, afirmando que não havia prova suficiente, naquele momento, de que fossem comícios ou reuniões oficiais da campanha de Lula. A decisão manteve os eventos; não declarou que qualquer apresentação artística em manifestação política seja ilegal.
A decisão preventiva não elimina a necessidade de transparência. Os organizadores devem informar quem custeou o trio, a estrutura e a logística do evento, e se houve pagamentos ou vínculo com a campanha beneficiada. Sem esses esclarecimentos, fica legítimo cobrar fiscalização e discutir a moralidade de usar apresentações de grande apelo popular em uma mobilização eleitoral.
Saiba Mais
Ato de Flávio Bolsonaro e ACM Neto na Barra tem estimativa superior a 100 mil pessoas
Ato de Flávio Bolsonaro e ACM Neto na Barra tem estimativa superior a 100 mil pessoas
Diante de multidão na Barra, ACM Neto pede que Flávio cuide da Bahia; candidato promete concluir ponte Salvador-Itaparica
TVS1 Notícias da Bahia, Salvador, Política e Esporte