
O Brasil viveu neste domingo (25) uma situação controversa no segundo turno da eleição presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Após reclamação da coligação petista sobre dificuldades no transporte público em cidades da Bahia, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação da votação por duas horas, até as 19h, em todo o país.
A decisão provocou questionamentos porque diversas seções eleitorais já haviam encerrado suas atividades, com urnas fechadas e boletins impressos, levantando dúvidas sobre a igualdade de condições entre os eleitores.
A medida chama atenção pela semelhança com um episódio ocorrido na Venezuela. Em 18 de outubro, apenas uma semana antes da eleição brasileira, o Conselho Nacional Eleitoral venezuelano também prolongou uma votação por mais uma hora, até as 19h, durante uma consulta popular.
Na Venezuela, a justificativa foi a participação dos eleitores. No Brasil, o pedido partiu da campanha de Lula, alegando dificuldades de deslocamento.
A decisão de Zanin levanta uma questão fundamental: é aceitável alterar o horário de uma eleição presidencial quando parte das urnas já foi encerrada?
A comparação com a Venezuela reforça a necessidade de explicações sobre os critérios adotados pelo STF. Em uma disputa presidencial acirrada, a segurança jurídica, a transparência e a igualdade de tratamento devem prevalecer sobre qualquer interesse político.
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