
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (26) uma recompensa de US$ 1 milhão, aproximadamente R$ 5,4 milhões, para quem apresentar denúncias de fraude eleitoral que resultem na prisão e condenação dos responsáveis. A medida foi divulgada na rede Truth Social, apenas oito dias antes das eleições legislativas americanas, marcadas para 3 de novembro.
O anúncio provocou forte repercussão na imprensa internacional e colocou novamente a segurança do processo eleitoral no centro do debate político dos Estados Unidos.
A proposta de Trump abrange denúncias relacionadas a eleições anteriores e às eleições legislativas de 2026, conhecidas como midterms, que definirão a composição do Congresso americano. O pagamento milionário dependerá de uma condenação judicial, não sendo suficiente apresentar uma simples suspeita. Apesar do anúncio, a Casa Branca ainda não esclareceu de onde sairão os recursos, como as denúncias deverão ser encaminhadas nem qual órgão ficará responsável pela análise dos casos.
A iniciativa ocorre em um momento de intensa disputa entre republicanos e democratas pelo controle da Câmara dos Representantes e do Senado.
O anúncio ganhou ainda mais repercussão porque, no mesmo dia, Trump questionou publicamente a legitimidade da eleição presidencial brasileira que reelegeu Lula e derrotou Flávio Bolsonaro, afirmando que o resultado parecia fraudado. As declarações sobre o Brasil e a recompensa americana são episódios distintos: o prêmio de US$ 1 milhão é destinado a denúncias relacionadas às eleições dos Estados Unidos, não à investigação do pleito brasileiro.
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As desconfianças sobre o processo eleitoral são antigas. Um sistema realmente democrático não pode conviver com elas. No início, virtuais fraudes poderiam envolver voto de mortos e mesário pianista, mas dado o tempo passado sob a mesma direção geral, podemos esperar que os modos de fraudar tenham evoluído. Tornar público os logs da urnas é necessário, mas, insuficiente, precisariam ser públicos igualmente os logs das máquinas que no TREs e no TSE interviram, no recebimento, processamento, totalização e divulgação dos resultados. Além da impressão do voto para que o eleitor confira antes de confirmar – dado que eleitor não lê bits.