
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, disputada pelo atacante Richarlison e pelo advogado Willer Tomaz. A medida foi tomada no inquérito que investiga Tomaz por suspeita de lavagem de dinheiro ligada a apostas esportivas.
O imóvel foi incluído na Central Nacional de Indisponibilidade de Bens em 26 de outubro. Segundo documentos citados pelo Terra, a mansão aparece em nome da WT Administração de Imóveis e Bens, empresa ligada a Tomaz. Richarlison contesta essa titularidade e afirma ser o verdadeiro dono da casa.
A disputa remonta à compra da propriedade durante a pandemia. Richarlison diz ter investido cerca de R$ 10 milhões e acusa Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro de ficarem com o imóvel sem lhe pagar o valor investido. Segundo o Terra, a compra foi feita em 2020 por uma empresa ligada ao então empresário do jogador; em 2022, uma decisão judicial transferiu a posse à empresa de Tomaz.
A casa, que pertenceu à cantora Clara Nunes, segue no centro de uma disputa judicial que também envolve reivindicações de representantes de antigos proprietários e questionamentos sobre a documentação da área. O bloqueio determinado por Moraes impede a transferência do bem, mas não resolve, por si só, quem tem direito à propriedade.
Saiba mais:
Flávio Bolsonaro parte para cima de Alexandre de Moraes sobre passaporte e afastamento imediato
Flávio Bolsonaro parte para cima de Alexandre de Moraes sobre passaporte e afastamento imediato
TVS1 Notícias da Bahia, Salvador, Política e Esporte