
A renúncia anunciada por Santiago Peña levou o presidente nacional do NOVO, Eduardo Ribeiro, a comparar a crise do Ueno Bank ao caso Banco Master no Brasil. Ribeiro afirmou que “instituições funcionais não são imunes a fraudes, escândalos ou corrupção” e criticou a forma como, em sua avaliação, as autoridades dos dois países respondem a essas crises.
A declaração foi publicada em 5 de novembro, após Peña anunciar que deixaria o cargo e a Câmara paraguaia aprovar o impeachment. Ribeiro apontou a rapidez dos desdobramentos no Paraguai como contraste com a situação brasileira.
No Paraguai, o Banco Central interveio no Ueno, o Ministério Público abriu investigação e houve detenções de pessoas ligadas à instituição. No Brasil, a Polícia Federal indiciou Daniel Vorcaro e outras 14 pessoas.
Agora cabe à Procuradoria-Geral da República avaliar se há elementos para apresentar denúncia. Indiciamento não é condenação.
Os episódios também estão em momentos diferentes: o Congresso paraguaio ainda precisava decidir sobre a renúncia de Peña, enquanto no Brasil a PGR analisa o relatório da PF.
A comparação feita pelo NOVO amplia o debate sobre a velocidade das investigações e a responsabilização de autoridades, mas cada caso depende da apuração de seus próprios fatos.
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