Os 81 senadores vão decidir através do voto nesta quarta-feira (31)o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff acusada de ter cometido crime de responsabilidade durante a última sessão de julgamento comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, que já iniciou os trabalhos no plenário do Senado. Os 54 votos já são previstos por aqueles que defendem a cassação da presidente para que o presidente interino, Michel Temer, assuma o mandato de forma definitiva até o final de 2018.
Dos 63 senadores que discursaram na penúltima sessão de julgamento nesta terça (30), no início da tarde encerrou às 2h30 da madrugada desta quarta (31), 43 se mostraram favoráveis ao impeachment da presidente Dilma.
A sessão de pronunciamentos durou 12 horas e encerrou com 43 parlamentares favoráveis ao impedimento, 18 contrárias e dois não explicitaram seus votos. Ao todo, 18 senadores não participaram da dessa fase de pronunciamentos. Ao final da sessão, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que comanda o processo de impeachment, declarou suspensa a sessão e afirmou que o julgamento seria retomado no dia seguinte com a última fase.
Na sessão que começou na terça, os debates ficaram polarizados. Os senadores que apoiam Dilma insistiram a tese de que há um golpe de Estado para destituir a petista. Já os críticos da presidente afastada disseram que ela não dialogou com o Parlamento, cometeu ilícitos e que o processo é legitimado pelo STF, já que o presidente da Corte é também presidente do trâmite no Senado.
Para retirar Dilma do cargo, o quórum terá que ser de dois terços, ou 66,66% dos votos. Nos discursos, houve uma previsão ao afastamento definitivo de Dilma de 68,25% dos senadores.
Durante a última sessão de julgamento nesta quarta, a estratégia da defesa e dos senadores que apoiam Dilma é levantar questão de ordem para propor duas votações, uma sobre a acusação do crime de responsabilidade e outra sobre a perda dos direitos políticos da presidente por 8 anos, caso ela tenha seu mandato cassado, ideia rechaçada pelos senadores contrários a Dilma.
Foto: Agência Senado
Veja abaixo a lista dos senadores favoráveis e contrários ao impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff:
Favoráveis:
Gladson Cameli (PP-AC)
Antônio Anastasia (PSDB-MG)
Ataídes Oliveira (PSDB-MG)
Lucia Vania (PSB-GO)
Lasier Martins (PDT-RS)
Ronaldo Caiado (DEM-GO)
Alvaro Dias (PV-PR)
Antonio Valadares (PSB-SE)
Dario Berger (PMDB-SC)
José Medeiros (PSD-MT)
Cassio Cunha Lima (PSDB-PB)
Eduardo Amorim (PSC-SE)
Aecio Neves (PSDB-MG)
Magno Malta (PR-ES)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Ivo Cassol (PP-RO)
José Aníbal (PSDB-SP)
Garibaldi Alves (PMDB-RN)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Eunício Oliveira (PMDB-CE)
Cidinho Santos (PR-MT)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Benedito de Lira (PP-AL)
Zezé Perrella (PTB-MG)
Wilder Morais (PP-GO)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Hélio José (PMDB-DF)
Rose de Freitas (PMDB-ES)
Ana Amélia (PP-RS)
Simone Tebet (PMDB-MS)
Waldemir Moka (PMDB-MS)
Pedro Chaves (PSC-MS)
Reguffe (sem partido-DF)
Fernando Bezerra (PSB-PE)
Cristovam Buarque (PPS-DF)
José Agripino (DEM-RN)
Dalírio Beber (PSDB-SC)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Eduardo Lopes (PRB-RJ)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)
José Maranhão (PMDB-PB)
43 – Romário (PSB-RJ)
Contrários:
Jorge Viana (PT-AC)
Roberto Requião (PMDB-PR)
Angela Portela (PT-RR)
Fátima Bezerra (PT-RN)
Lídice da Mata (PSB-BA)
Gleisi Hoffmann (PT-PR)
Vanessa Graziottin (PCdoB-AM)
Humberto Costa (PT-PE)
Regina Souza (PT-PI)
José Pimentel (PT-CE)
Paulo Paim (PT-RJ)
Armando Monteiro (PTB-PE)
Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Otto Alencar (PSD-BA)
João Capiberibe (PSB-AP)
Roberto Muniz (PP-BA)
18 – Elmano Férrer (PTB-PI)
Não declararam:
Fernando Collor (PTC-AL)
2 – Acir Gurgacz (PDT-RO)
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