A novela entre taxistas e o Uber parece não ter fim. Um grupo de taxistas fez carreata em protesto contra o serviço de transporte privado por aplicativo Uber, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), na manhã desta quarta-feira (14), em direção ao Fórum Ruy Barbosa, em Nazaré, passando pelas avenidas Paralela e Bonocô onde o trânsito ficou congestionado. Este é mais um capítulo que mostra a relação polêmica entre as duas categorias.
O objetivo da manifestação é cobrar a Justiça baiana a agilidade na análise da ação civil pública impetrada pela liderança da Associação Metropolitana dos Taxistas (AMT), no último dia 26 de agosto, que pede o bloqueio do aplicativo Uber em Salvador, sob multa diária de R$ 100 mil.
Durante a audiência do processo, realizada nesta segunda-feira (12), a juíza Patrícia Didier ouviu os advogados das partes e vai analisar o pedido para decidir a questão nos próximos dias, conforme informações da assessoria do Tribunal de Justiça (TJ-BA). Após a audiência, o grupo de taxistas continuou reunido na porta do fórum. Ainda pela manhã, os motoristas de táxi se reuniram com o secretário municipal de Mobilidade (Semob), Fábio Mota. Eles pedem mais fiscalização, já que o Uber é proibido por lei municipal, e comunicaram ao secretário sobre a audiência.
“A gente sabe da situação que a categoria está passando de necessidade. Antes tirávamos R$ 300 de diário, hoje tiramos R$ 100 com muita dificuldade. Então, estamos lutando para que Justiça agilize esse processo (de bloqueio do Uber)”, explica o presidente da Associação Metropolitana dos Taxistas (AMT), Valdeilson Miguel, em entrevista ao Jornal A Tarde.
Agentes da Transalvador e equipes da Polícia Militar acompanharam o protesto. Os táxis ocuparam três das cinco faixas da Avenida Paralela, no sentido Centro. A concentração dos taxistas provocou congestionamentos próximo ao viaduto que dá acesso ao CAB (sentido Aeroporto).
Além da carreata que mobilizou cerca de 300 táxis, a categoria promoveu também uma campanha para arrecadar leite destinado ao Hospital Martagão Gesteira. O ato serve como resposta à campanha de doação de sangue promovida por motoristas que rodam Uber na capital baiana.
Mesmo com a legislação municipal que proibe o transporte de passageiros sem regulamentação, o aplicativo Uber está em funcionamento em Salvador desde abril. A disputa entre as categorias já provocou algumas polêmicas, como armadilhas, em via pública.
Foto: Tailane Muniz/CORREIO
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