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Trabalhadores terceirizados fazem manifestação no CAB contra atraso de salários

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Os trabalhadores terceirizados vinculados ao Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública, Comercial, Industrial, Hospitalar, Asseio, Prestação de Serviços em Geral, Conservação, Jardinagem e Controle de Pragas Intermunicipal (Sindilimp) realizaram na manhã desta segunda-feira (10), uma manifestação em frente à Secretaria Estadual de Educação (SEC), no Centro Administrativo da Bahia (CAB). O protesto começou por volta das 9h. Os trabalhadores usaram apito e carro de som para chamar atenção para as demandas.

Durante o ato, os terceirizados reivindicaram contra o atraso recorrente dos salários, férias, vale transporte e vale alimentação em atraso e o jogo de ‘empurra-empurra’ entre as empresas terceirizadas (Contast, HD, LC e MA2 etc.) e o estado.

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A manifestação foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza do Estado da Bahia (Sindilimp) que representa e defende os direitos da categoria e que cobra uma solução definitiva para todas as pendências no que diz respeito ao cumprimento dos direitos trabalhistas. Conforme o diretor executivo do Sindilimp e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Edson Conceição, que atua na direção da entidade, os trabalhadores protestaram contra atrasos nos pagamentos de salários e vales de transporte e alimentação, além de não pagamento de rescisão e de recolhimento de FGTS. Por conta do descaso com os trabalhadores, o sindicalista disse que a categoria pretende paralisar as atividades até que seja resolvido o impasse.

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“Todos os meses, pais e mães de família que prestam serviço a Secretária de Educação sofrem para receber salário, vale-transporte, vale-refeição etc. A gente quer buscar uma solução do secretário Walter Pinheiro, que já falou várias vezes dizendo que pais e mães de família não iam mais sofrer com atraso de salários, de vale-transporte, de vale-refeição, e o que está acontecendo é o contrário”, relata Edson.

O representante do Sindilimp informou ainda que o estado não cumpriu o acordo firmado com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para resolver o problema dos trabalhadores que aguardam a solução desse impasse. “Até o momento não cumpriu nada. Nada do que foi assinado não foi cumprido e não tem previsão. Fomos pêgos de surpresa esta semana que o estado vai colocar todo mundo no REDA. Se a empresa que tem dono não está pagando, imagine o estado que não consegue pagar as empresas para cumprir os acordos que foram feitos no Ministério Público! O estado que não está pagando a vários fornecedores da Bahia, onde a saúde vai mal, a educação vai mal, como é que vai contratar pelo REDA? O estado precisa verdadeiramente resolver a vida dos trabalhadores e pagar diretamente aos trabalhadores. O estado não está querendo resolver, o estado quer, na verdade, é complicar a vida desses trabalhadores terceirizados. Isso é um descaso com esses pais e mães de família trabalhadores, mas a gente vai cobrar e toda esta semana será de manifestação em frente a SEC, na UNEB, no HGE, no Roberto Santos e em todo o estado para chamar atenção mais uma vez do governador Rui Costa”, anuncia o sindicalista.

Para a terceirizada Vânia da Silva Oliveira, que trabalha como merendeira, conta que algumas empresas reincidiram o contrato com o estado sem pagar aos trabalhadores e defende que as empresas devem cumprir com as obrigações trabalhistas pela Lei Anticalote nestes casos, legislação que reforça maior segurança nas relações contratuais e a preservação de direitos essenciais no pagamento aos trabalhadores terceirizados, ao determinar que sejam retidos em conta benefícios trabalhistas.

 “Tem muitos trabalhadores que pagam aluguel, tem filhos, estão há três meses sem receber, devendo aluguel e com contas atrasadas em casa. Eles vão trabalhar mesmo sem receber alimentação, transporte e salário. É muito triste e desgastante essa situação. Espero do secretário que tenha mais empenho com a nossa causa, porque é muito difícil e complicado. Com a Lei Anticalote, muitas empresas romperam o contrato, e a maioria delas não pagou os direitos trabalhistas. O apelo que eu faço é que se cumpra a Lei Anticalote porque tem muita mãe e muito pai de família que sofrem com isso, e não é de agora, é de muitos e muitos anos esse sofrimento. A gente tem que fazer manifestação e greve para receber o nosso salário. A gente só quer receber o salário porque a gente trabalha e tem direito”, reclama Vânia que reconhece o apoio do Sindicato aos terceirizados.

Já o trabalhador Joel de Jesus da Silva, que atuou como serviços gerais pelas empresas HD e LC, vive o mesmo drama dos demais terceirizados. “Está insuportável essa situação. A gente não tem mais o que fazer porque já recorremos a todos os órgãos e, até o momento, não foi resolvido nada. Eles são incompetentes e corruptos porque estamos nessa situação devido a eles mesmos. Nós trabalhadores estamos a todo momento cumprindo com os nossos deveres e obrigações e eles não estão fazendo o que é devido para garantir os nossos direitos como trabalhadores. Não queremos brigar, fazer arruaça, o que queremos é receber os nossos direitos”, reivindica Joel.

Rafael Santana/Foto: Rafael Santana/TV Servidor

Sobre Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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