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Lessa confirma apoio à Paulo Câmara mesmo sem direito a voto


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Antes do horário da sessão ordinária não iniciada por falta de quórum no plenário da Câmara na tarde desta segunda-feira (21), o vereador Arnando Lessa (PT) declarou o apoio a candidatura de Paulo Câmara à presidência da Casa, mesmo sem poder dar o seu voto ao tucano por não ter conseguido renovar o mandato  para a próxima legislatura. Entre outros assuntos, Lessa fez um balanço sobre o resultado do PT nas eleições municipais e comentou sobre o caso Geddel em relação à suposta pressão ao então e agora ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, de liberar obras do empreendimento imobiliário na Barra, em Salvador, em local tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), caso que tem repercutido na imprensa nacional e local.

Sobre as movimentações em torno da disputa da presidência da Câmara que tem dado a tônica nos arredores da Casa quanto a escolha dos candidatos, o vereador Lessa, embora não tenha sido reeleito, defende sua posição em torno do postulante ao comando do legislativo apesar de não poder declarar o voto por não ter conseguido renovar o mandato na última eleição municipal.

“Não vou poder votar, mas eu particularmente dentro da oposição defendo o apoio ao vereador Paulo Câmara por tudo o que ele significou para essa Casa em termos de avanços e conquistas de transparência e de fortalecimento do mandato dos vereadores. Portanto, acho que Paulo preenche todos os requisitos para ter mais um mandato. Essa discussão se dois ou três mandatos, se é muito ou se pouco, é muito relativo porque todos nós podemos ter mais de um mandato e isso depende da vontade do povo e do processo eleitoral. Eu não vejo nada de mais a reeleição de Paulo. Acho que ele está trabalhando e poderá vir a ser o candidato. Quanto às outras candidaturas, são legítimas. Estou torcendo para que tudo dê certo e ele possa renovar o mandato na presidência e continuar o trabalho que fez nesses últimos quatro anos. A oposição está conversando e em algum momento vai se posicionar em bloco com os  votos que tem na Casa, do PSD, PCdoB, PSL e os demais partidos que compõem o bloco de apoio do governador Rui Costa nesta Casa e se manifestará  no momento próprio”, disse.

O vereador Lessa, que finaliza o mandato neste ano, destaca a renovação na Casa. Ele agradeceu à votação que teve, disse que mesmo diante da crise enfrentada pelo PT continua no partido e fez uma análise sobre resultado do PT nas eleições municipais, que segundo ele, o partido precisa se “reoxigenar” e “rediscutir novos caminhos, práticas e procedimentos” como uma forma de autocrítica.

“Nós tínhamos sete vereadores em 2012, passamos para três vereadores, uma redução de 60% da bancada e perdemos as grandes prefeituras, a exemplo de Camaçari, Vitória da Conquista, perdemos tradicionais redutos eleitorais importantes. O PT atravessou dificuldades nesta eleição e continua atravessando com essa decisão do Juiz Sérgio Moro e toda essa casta que está ai nas Procuradorias Federais e a Própria Polícia Federal de criminalizar um único partido e não ter a mesma postura com os demais partidos. Defendi sempre em campanha e defendo agora: quem errou, que pague pelos seus erros. Eu já fui gestor, já fui executivo, trabalhei em várias instâncias na Assembleia Legislativa como executivo no governo municipal, sai e entrei pela porta da frente e nunca tive conta rejeitada, nunca tive que dormir preocupado se amanhã na minha porta ia aparecer a polícia ou não. Errei muito e acertei muito, mas sempre no principio, respeitando a ética, a honestidade e a transparência com o dinheiro público.  Quem se lambuzou, que pague o preço pelas suas lambanças, mas eu não tenho nada a ver com isso. Continuo no PT. Acho que o partido precisa se reorganizar. Eu estou saindo derrotado das eleições municipais, mas não tive uma falta. Sou um vereador 100% presente em todas as sessões. Continuarei no partido defendendo as bandeiras sérias, honestas  e transparentes de inclusão social, de cotas, de tudo que o partido contribuiu para que as pessoas melhorassem”, declara Lessa.

Ainda no mesmo assunto em torno das eleições municipais, Lessa analisou que o partido cometeu erros durante a disputa em relação ao desempenho de Alice Portugal como candidata a prefeita de Salvador.

“Houve erro do partido não ter candidato. Isso é um absurdo, foi uma covardia. Eu disse e sou eu que estou dizendo. O partido teria que ter um candidato. Não podíamos nesse momento de crise transferir para um aliado a defesa das bandeiras e dos problemas do partido. Achei que isso prejudicou muito a nossa legenda. Alice Portugal é uma companheira valorosa, tentou com todo o sacrifício, mas não motivou, não emocionou, não construiu o debate, não debateu a cidade, ficou muito no discurso nacional de “Fora Temer, Fora Temer” e não buscou saber nas bases sobre as necessidades das pessoas, de saneamento, de educação, da segurança, e de saúde para apresentar novas perspectivas de melhorar o trabalho que o prefeito ACM Neto vinha fazendo com uma voracidade eleitoral gigante. Nós não podemos menosprezar o inimigo, o inimigo fez política durante quatro anos para se reeleger e nós ficamos somente no denuncismo e no questionamento. O PT pecou e pagou um preço muito caro”, opina.

E o vereador admite que já esteja com pensamento em 2020. “Neste momento, precisamos apontar um nome para a eleição de 2020. Pode ser que muitos achem que é muito cedo, mas não é não. Foi esse muito cedo que nos pegou de surpresa com a dificuldade que nós tivemos no momento da eleição de 2016. Nós não construímos uma candidatura, uma alternativa e pagamos um preço muito caro de apoiar uma candidatura que nem a militância do partido e nem do PCdoB se motivaram nesse processo”, observa.

Na oportunidade, Lessa antecipou o fato do governador Rui Costa se tornar candidato à reeleição ao executivo estadual em 2018. Nessa mesma linha, perguntado se o PT teme uma possível candidatura de ACM Neto ao governo do Estado na disputa eleitoral, o petista disse que isso não causa nenhum tipo de ameaça ao PT.

“Não gera nenhum tipo de temor. Quando a gente tem política, a gente não tem medo de enfrentar o adversário. Ele [ACM Neto]é forte, mas não é imbatível. Ele [ACM Neto] é o novo da direita, é a força mais emergente do conservadorismo nacional. É jovem com uma tradição política e com articulações. O maior representante da política no estado hoje está no Palácio Thomé de Souza, que é o prefeito ACM Neto, que representa uma oligarquia com uma roupagem nova, que representa uma prática e um modus operandi que nós conhecemos. Nosso adversário é muito forte, é muito determinado. Não tem nada perdido, mas nós temos que abrir os olhos. Não podemos repetir em 2018 o que fizemos em 2016, de ficarmos divididos, olhando para o nosso próprio umbigo e não apresentando uma política de entendimento e de apoio aos deputados estaduais, federais, aos prefeitos, as lideranças comunitárias etc. É natural que Rui Costa seja candidato à reeleição, mas não é só Rui, precisamos eleger deputados estaduais e federais porque a política se faz no parlamento, o executivo é outra história.Nós precisamos renovar dois senadores, aumentar a bancada federal e estadual e isso só vai acontecer se nós agora começarmos a trabalhar e deixar o passado. O leite derramou? Enxuga o leite. Vamos tentar encher o copo com trabalho e com planejamento, estratégia e foco. Salvador precisa ser resgatada pelo governo estadual. Não vamos ganhar eleição só com intervenções. Nós precisamos ter política para que a população se sinta e se apodere dessas conquistas como elementos de mudança da sua vida”, acredita.

Em repercussão na imprensa no final e no início desta semana sobre o fato que envolve o ministro da Secretaria do Governo, Geddel Vieira Lima que foi acusado pelo então e agora ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, de ter sido pressionado para autorizar obras do empreendimento imobiliário na Ladeira da Barra, em Salvador, Lessa fez questão de comentar sobre o caso ao dizer que tem conhecimento do assunto ao debater a questão enquanto presidente da Comissão de Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente da Câmara.

“Eu conheço esse caso quando eu fui presidente da Comissão de Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente. Esse caso chegou para nós e fizemos três tentativas de audiências. A bancada do prefeito ACM Neto na comissão votou contra. Só votou favorável eu e Gilmar Santiago, os cinco outros votos se posicionaram contra o debate. Nós fizemos visitas ao prédio onde identificamos todos os problemas. Portanto, não é um fato novo. Inclusive vamos tentar fazer uma reunião na Comissão para ver se nós retomamos o debate enquanto Câmara sobre o assunto que está nacionalmente sendo debatido do ponto de vista do dano causado ao entorno da Barra com relação a um prédio daquela magnitude em em áreas tombadas em todo o entorno. O prédio em questão tem alvarás da prefeitura, todas as autorizações do Meio Ambiente e da Sucom. Alguém tem que explicar isso por que isso não teve o respaldo do Iphan. Ai se especula uma série de questões: quem são os donos efetivos dessa construtora, quantos apartamentos foram vendidos? Uma série de fatores que a Câmara não pode se ausentar desse debate”, defende.

Quanto a permanência do ministro Geddel no cargo do alto escalão do governo na tentativa de se defender das acusações, Lessa defende a demissão do pmdbista. “A questão da pressão do ministro Geddel é uma questão que deve ser apurada do ponto de vista da ética e das relações de poder e, acima de tudo, da transparência. Ele mesmo assume que fez o “lobby” para que o prédio fosse erguido nas concepções que a construtora recomendou. Por isso que vamos fazer o debate na Comissão, mas independente disso, acho  que o Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual devem investigar a denúncia. A Comissão de Ética da Presidência da República se posicionou favorável a apuração da denúncia. Eu acho que ele deveria pedir demissão, mas esse é um ato de vontade dele. Nós repudiamos todos os procedimentos e práticas exercidas pelo ministro”,  afirma.

Rafael Santana/Foto: Rafael Santana/TV Servidor

Sobre Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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