
As ambientalistas Maíra Azevedo e Marcele do Valle se utilizaram da Tribuna Popular da Câmara Municipal de Salvador, na sessão de segunda-feira (25), para defender a revisão do projeto de canalização do Rio Jaguaribe, desenvolvido pela Conder.
“São muitos os questionamentos técnicos e jurídicos sobre a obra, que é responsabilidade do governo estadual, mas a licença é do Município”, frisou Maíra, reivindicando que o processo seja suspenso até que as dúvidas sejam esclarecidas.
Bióloga e moradora de Jaguaribe, ela defende que em lugar de concretar as margens do rio, no trecho da orla, o mais indicado seria a recomposição das matas ciliares: “A Bacia do Jaguaribe é estratégica, tombada pelo Sphan, localizada em área remanescente de Mata Atlântica”. O motivo alegado para o tamponamento do rio, os alagamentos na parte baixa, segundo Maíra, poderia ser solucionado por meio de outros modelos para experimentar novas tecnologias.
CPI
Marcele do Valle chamou atenção para os impactos ambientais em decorrência do projeto, que pode “matar um dos poucos rios ainda vivos de Salvador”. Ela observou que o movimento em defesa do Jaguaribe já entrou com ação civil pública, desde 2007, para a região do Vale Encantado. “Esperamos que esta Casa seja sensível à causa e discuta a revisão do projeto, se for preciso até instale uma CPI para acompanhar todo o processo”, reivindica.
O vereador Odiosvaldo Vigas (PDT) concordou com a necessidade da Câmara, através da Comissão de Meio Ambiente, discutir o projeto, que envolve investimentos da ordem de R$ 300 milhões, com impacto direto na qualidade de vida da cidade. Os vereadores Sílvio Humberto (PSB), Hilton Coelho (PSOL), Cézar Leite (PSDB), Aladilce Souza (PCdoB) e Marta Rodrigues (PT) abordaram também a importância do projeto ser discutido na Casa.
Fonte: Secom/CMS
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