
O deputado federal José Carlos Araújo (PR), presidente da Comissão de Ética da Câmara dos Deputados e um dos principais opositores de Eduardo Cunha (PMDB), responsável por conduzir o processo de cassação contra o pmdbista, considerou que a prisão do ex-presidente da Casa era esperada e que já deveria ter ocorrido antes da perda do mandato parlamentar.
Araújo considera que com a prisão de Cunha ainda recente não dá para medir os “estragos” de uma possível delação. “Os aliados dele sumiram. A coisa estourou agora, a pólvora ainda está fresca”, avalia.
De acordo com Araújo, após a prisão do pmdbista, aliados de Cunha e assessores do Palácio do Planalto já demonstram apreensão quanto a ameaça de uma possível delação premiada do ex-deputado e ex-presidente da Câmara que pode atingir diretamente deputados, senadores e ministros do governo Michel Temer.
Para Araújo, a prisão de Cunha foi “algo natural, já era esperada. Já era para ter ocorrido quando ele era deputado, mas foi agora com (o juiz) Sérgio Moro. A Justiça fez seu trabalho”, disse o parlamentar baiano, que lidera o PR na Bahia.
“Embora fique sentido, porque ele é um ex-deputado, um político, penso que a Justiça tem que fazer seu trabalho, assim como fiz enquanto presidente do Conselho de Ética”, disse o deputado baiano.
Durante os trabalhos no Conselho de Ética, Cunha respondeu a processo por quebra de decoro parlamentar por ter mentido em sessão na CPI da Petrobras, quando disse que não tinha contas no exterior, o que posteriormente foi desmentido pela Operação Lava Jato. Os deputados aprovaram a cassação de Cunha no Conselho de Ética em junho passado. Em setembro, ele teve o mandato cassado pela Câmara.
Foto: Lúcio Bernardo Júnior/Câmara dos Deputados
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