Militantes baianos de extrema-esquerda, aliados e petistas comentam em bastidores que o “conservador” pernambucano João Roma, “aliado” do presidente Bolsonaro na Bahia, aproveitou a simpatia do senador Jaques Wagner, tido como “boa praça”, para fortalecer diversos pontos de inflexão que unem o ex-PFL ao petismo baiano.
O que tem em comum João Roma e a petezada? O rancor ao pré-candidato ACM Neto quem Roma traiu politicamente para ganhar uma boquinha em Brasília.
O que tem em comum João Roma com Jerônimo Rodrigues? O desespero em querer utilizar pré-candidatos a presidente da República como forma de suprir a falta de carisma e reconhecimento popular. Enquanto Jerônimo Rodrigues não se distancia um centímetro sequer do governador baiano, e repete “Lula” a cada 15 palavras, João Roma usa colete com crachá para poder ser reconhecido em atos oficiais.
Resumindo: dois zero à esquerda.
Aliança pelo Poder – O acordo entre Roma e Wagner inclui atritos latifundiários no Estado que Rui poderia “decretar” em favor de um determinado grupo e umas “pérolas” que Roma poderia “resolver” junto ao Ministério da Justiça e Ministros do Supremo. Conhecido como “João Solução” na ala do Centrão no Planalto, o “conservador” pernambucano sabe onde mexer para agradar a petezada baiana.
“Neto não pode ganhar a eleição”, tem dito o ex-PFL a parlamentares da base de Bolsonaro. Roma passeia entre conservadores, centrão e militares tentando seduzir gregos e troianos com dois objetivos: eleger a esposa, Roberta, e acabar com a campanha de Neto ao governo mesmo que para isto tenha que se aliar ao grupo petista que governa a Bahia há quase dois séculos.
Wagner comprometeu-se ajudar a esposa de Roma onde o senador petista tem bases. Em contrapartida, Roma teria respondido com um aceno que contentou imensamente a turma do PT e fez Wagner achar que ele pode ser mais útil do que vinha imaginando.
(Com informações do Política Livre, O Globo e partidos aliados ao PT na Bahia)

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