
Pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto voltou a subir o tom contra o governo federal e deixou claro que a passagem de Lula pela Bahia esteve longe do clima de festa que o PT costuma vender. Em entrevista ao portal O Antagonista, Neto afirmou que Lula “não saiu muito feliz da Bahia”, num retrato direto do desgaste político no estado após duas décadas de governos petistas.
Pesquisas recentes ajudam a explicar o cenário: levantamento do Paraná Pesquisas aponta que mais de 60% dos baianos avaliam a segurança pública como ruim ou péssima, enquanto dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública colocam a Bahia novamente entre os estados mais violentos do país, um peso difícil de esconder em agendas oficiais.
No mesmo movimento, ACM Neto saiu em defesa aberta do senador Ângelo Coronel e criticou o que chamou de “chapa da panelinha”, denunciando a tentativa do PT de controlar aliados históricos na base governista.
O racha interno no PT baiano cresce à medida que lideranças percebem o enfraquecimento do projeto petista no estado e a perda de apoio popular, inclusive em redutos onde o partido sempre foi dominante.
Esse reposicionamento expõe um dado político central de 2026: enquanto Lula enfrenta resistência nas ruas e o governo Jerônimo Rodrigues amarga índices ruins em áreas sensíveis como segurança e emprego, ACM Neto se consolida como o principal polo de oposição, agregando forças, dando voz ao desconforto de aliados e antecipando um debate que o PT tenta adiar.
A frase dita por Neto resume o momento: quando o poder se fecha numa “panelinha”, a conta chega… e, na Bahia, os números e o humor popular já começaram a cobrar.
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