
A política baiana entrou oficialmente em modo pré-2026. O prefeito Bruno Reis confirmou “avanço nas tratativas” com o senador Ângelo Coronel, enquanto imagens de ACM Neto e Coronel “curtindo juntinhos o Carnaval de Salvador” circularam nos bastidores e nas redes. O gesto é simbólico e estratégico.
Coronel é hoje um dos nomes mais influentes do PSD na Bahia, com forte base no interior e peso no Senado. Em 2022, Coronel obteve mais de 3 milhões de votos para senador, mostrando capilaridade eleitoral.
A aproximação muda o tabuleiro porque sinaliza rearranjo no centro político, num momento em que pesquisas recentes indicam crescimento de Neto na opinião pública.
O movimento também expõe fragilidades no governo Jerônimo Rodrigues. Com dois anos de gestão marcados por críticas na segurança pública — a Bahia liderou o ranking nacional de mortes violentas intencionais em dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública — e dificuldade de articulação política, o Palácio de Ondina vê aliados históricos reavaliando posição.
A possível consolidação de um bloco envolvendo Neto, Coronel e Bruno Reis não é apenas fotografia de Carnaval: é construção política. E, em ano pré-eleitoral, construção é tudo.
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