
Em entrevista ao jornal Correio, ACM Neto foi direto ao afirmar que a crise na segurança pública da Bahia “tem como resolver”, mas depende de postura firme do chefe do Executivo estadual.
“A primeira coisa para resolver é o envolvimento direto do governador. É o governador chamar para si a responsabilidade, encarar o problema de frente, ter autoridade, coragem, fazer um pacto com a corporação”.
Neto lembrou a própria experiência quando assumiu a Prefeitura de Salvador em 2013: “Em 2012 todo mundo dizia que a cidade estava quebrada, que não tinha jeito. Eu me elegi com o compromisso de resolver e resolvi”.
Para Neto, o argumento de que a violência é apenas um problema nacional não se sustenta diante dos números.
O ex-prefeito citou dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que colocam a Bahia há anos entre os estados com maior número absoluto de homicídios do país e com cinco das dez cidades mais violentas do Brasil em rankings recentes. “Diz que é um problema nacional. Não. É um problema da Bahia”, afirmou. Ele reforçou que “a polícia é o coração de tudo isso” e defendeu valorização da carreira, melhores salários, condições de trabalho dignas, apoio psicossocial às famílias dos agentes e investimentos pesados em inteligência, investigação e tecnologia.
“Sem a polícia, a gente não consegue. Não é possível que o crime tome conta do território. Quem tem que tomar conta do território é o Estado”.
Ao falar sobre o avanço das organizações criminosas, Neto citou o exemplo de Goiás, governado por Ronaldo Caiado.
“Lá não tem organização criminosa porque o bandido sabe que vai enfrentar um Estado forte, com autoridade. Se aprontar, vai ser preso e punido”.
O pré-candidato ao Governo da Bahia também criticou a parceria política entre o governador Jerônimo Rodrigues e o presidente Lula: “A parceria pela parceria não significa nada. O atual governador é parceiro do presidente e não resolveu. Se a solução estivesse aí, a Bahia não estaria vivendo o que está vivendo hoje”.
Para ACM Neto, “tem como resolver, agora é preciso ter vontade e coragem”.
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