
Após o fato do encontro no restaurante entre o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado estadual Marcelo Nilo (PSL), e o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), em que o cardápio principal posto à mesa foi sobre a possibilidade de Nilo declarar apoio ao grupo político de ACM Neto, uma coisa é certa. Tudo indica que é o próprio ACM Neto, que comanda seu próprio grupo político, é quem vai decidir se abre ou não as portas para receber apoio do deputado estadual Marcelo Nilo (PSL), apesar da vontade do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, de tentar trazer Nilo para a base de sustentação de Neto, que é algo que está, possivelmente, fora de qualquer cogitação, uma vez que os dois estão em lados opostos na política.
Para Nilo, deixar a base do governador Rui Costa para se aliar a base de ACM Neto só será viável se receber o aval e o carimbo do demista. O encontro entre José Ronaldo e Marcelo Nilo em um almoço deve ter rendido não só pelo paladar, mas deve ter rendido também para definir o futuro politico do parlamentar.
Questionado se deixaria a base do governador para apoiar ACM Neto, Nilo declarou que não se ofereceu, mas disse também que essa possibilidade não está descartada e que não teria problema nenhum em fazer parte da base do demista que, conforme ele mesmo disse, foi convidado em 2011 por Neto para naquela ocasião ser candidato.
Todas essas articulações, costuras, movimentações e alianças passam por uma conversa, pela análise da conjuntura e do quadro no Estado como está.
Nos bastidores, alguns políticos demonstram e manifestam interesse pelo apoio de Nilo a Neto, como é o caso de Zé Ronaldo, pois para ele, Nilo seria um importante reforço na defesa de candidatura de Neto para ajudar na Assembleia Legislativa onde tem grande respaldo em defender o Estado, apesar de ter sido derrotado pelo atual presidente da AL-BA, deputado Ângelo Coronel (PSD). Mas, tudo vai depender do aval de Neto.
Apesar da possibilidade de Nilo trocar de base ser remota, o grupo político de ACM Neto não estabeleceu uma prioridade, mas as negociações estão abertas. O Democratas e os partidos aliados avaliam o cenário eleitoral na capital e no interior, mas também negociam o apoio a seus candidatos em outros municípios do Estado, além de levar em conta alianças nacionais para ver o que agrega politicamente.
A rejeição de alguns aliados ao governador Rui Costa em relação a um possivel desgaste da atual gestão estadual pode servir de base para que Nilo deixe o apoio ao gestor petista para ingressar na base de Neto.
Rafael Santana
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