
Dividido entre dois setores totalmente antagônicos, o DEM vive uma guerra interna depois decisão monocrática do atual presidente nacional, ACM Neto, ao criar o “Democratas Diversidade”.
Ex-prefeito de Salvador, ACM Neto justifica a criação do “Democratas Diversidade” por conta do preconceito sofrido, segundo ele, pelo público LGBT. “Combater o preconceito e defender a inclusão são compromissos inafastáveis do Democratas. Não aceitamos que as pessoas sofram preconceito por causa de sua orientação sexual, religiosa, cor de pele ou qualquer outro. Por isso, estamos criando este grupo permanente que será referendado pela comissão nacional do partido por unanimidade”, disse o presidente da sigla em nota.
Na realidade, a nova tendência visa defender pautas “gayzistas” que vão na contramão da ala cristã do partido e que busca, na marra, impor ideologias na sociedade.
Na Bahia, o vereador Alexandre Aleluia a decisão monocrática de ACM Neto dificulta a convivência interna na sigla.
“É difícil, para homens com valores e compromisso com seus eleitores, conviver num partido com convicções gelatinosas, que mudam a depender da conveniência e a partir de decisões monocráticas sem consulta a qualquer Executiva. Não me elegi para ser de partido que está virando filial do PSOL”, criticou o edil.
Deputado federal pelo DEM no Rio de Janeiro, Sóstenes Cavalcanti repudiou a decisão de ACM Neto em nota enviada por aplicativo de mensagem direta. “Me filiei no Democratas, no período do pedido de impeachment da Dilma, porque o DEM era oposição ao PT. Com os rumos que nosso partido está tomando, meu mandato vai se distanciando do perfil ideológico do partido, sendo assim, na janela em março, terei que buscar um partido que me dê conforto ideológico ao nosso mandato. Em março de 2022, na janela partidária, vou procurar outra sigla!”, criticou.
Sóstenes Cavalcanti integra a bancada evangélica na Câmara dos Deputados e deveassumir a liderança no início de 2022.
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