Após participar nesta segunda-feira (21) de duas reuniões no Palácio Thomé de Souza, tanto pela manhã quanto pela tarde com uma comissão formada por líderes dos trabalhadores para tentar um entendimento entre empresários e rodoviários do sistema do transporte coletivo da capital baiana, o prefeito ACM Neto discutiu com os entes para mediar um acordo entre as partes no sentido de evitar a greve do transporte público. “A reunião foi muito positiva e estou confiante que os dois lados vão chegar a um acordo”, afirmou o prefeito. Pela manhã, também no Palácio Thomé de Souza, a reunião foi com os empresários do setor. “A prefeitura sabe da importância do transporte coletivo para milhões de usuários e vai trabalhar muito para que os dois lados cheguem a um bom termo”, finalizou ACM Neto ao reforçar que a prefeitura vai no limite do esforço para tentar se chegar a um entendimento. “Espero que possa acontecer ao longo do dia de amanhã. Nós vamos tentar construir o bom senso. Se não for possível, nós vamos enfrentar a greve e vamos trabalhar com um plano de contingência nos dias de paralisação que eu espero que não aconteça”, completou.
Indagado sobre a pressão das empresas de ônibus pela revisão do contrato, o prefeito explicou que a questão está em discussão, mas adiantou que não vai acontecer agora e deu um recado aos empresários: “não adianta empresário de ônibus querer pressionar a prefeitura. Nós temos uma auditoria do sistema de bilhetagem que está sendo feita e essa auditoria vai ser concluída. O equilíbrio econômico do contrato vai ser definido a partir dessa auditoria que vai se estender até o fim desse ano e todas as medidas compensatórias em um eventual desequilibro serão tomadas a partir de primeiro de janeiro de 2019. Os empresários já sabem disso e esse é o nosso cronograma. O que eles me pediram, eu não vou fazer. Me pediram duas coisas que eu neguei: pra reajustar a tarifa e, eu disse que não reajustaria a tarifa de jeito nenhum, e me pediram para suprimir mais 70 linhas de ônibus da cidade que poderia significar deixar de rodar mais de 200 ônibus, inclusive desempregando mais de mil rodoviários, e eu também disse que não aceitava. Então, tem certas coisas que eu não vou aceitar como prefeito. Se eu tiver que enfrentar a greve, vamos enfrentar a greve”, afirmou Neto durante inauguração da nova praça em Colinas de Piatã. O prefeito falará também sobre a situação dos ônibus em coletiva do Palácio, às 9h30, nesta terça-feira (22).
Rodoviários e empresários / Terminou sem acordo, por volta das 12h30, mais uma rodada de reuniões para discutir a renegociação salarial dos rodoviários da Bahia. Os 20 mil rodoviários do estado – cerca de 13 mil em Salvador – afirmam que, caso não haja acordo, a categoria paralisará as atividades por tempo indeterminado a partir de quarta-feira (23). A categoria publicou o informe em jornal de grande circulação no último final de semana. Para mitigar os efeitos de uma possível greve, a Procuradoria Geral do Município vai entrar com uma ação na Justiça nesta terça (22) pedindo que seja garantida uma frota mínima de 30% dos ônibus durante a paralisação. “Se não puder acontecer um entendimento, nós vamos montar um plano de contingência. A propria Procuradoria Geral do Município vai ingressar uma ação para garantir que caso a greve seja decretada, que pelo menos, um número mínimo de 30% da frota possa rodar pra ter uma assistência mínima a cidade”, informa o alcaide.
Presidente do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira afirmou que o indicativo de greve está mantido. “Vamos fazer uma assembleia nesta terça à tarde para deliberar a greve. A greve está mantida se não tiver um acordo. Será greve por tempo indeterminado e geral. Se mantiver essa intransigência dos patrões, a greve estará mantida. Não temos outra alternativa”.
Diante da resistência dos empresários em ceder à campanha salarial, os trabalhadores do transporte rodoviário diminuíram os pedidos de reajuste. Na manhã desta segunda-feira (21) eles propuseram reduzir de 6% para 5% o reajuste salarial, de 10% para 8% o aumento no ticket alimentação. Porém, impuseram ainda outras duas condições, que é a de os patrões bancarem a renovação da CNH e vacinação para doenças contagiosas, como as viroses. Eles pedem também a manutenção de direitos já conquistados, como os dois domingos de folga mensais, por exemplo. As duas partes não chegaram a um consenso. Representante da Associação das Empresas de Transporte de Salvador (Integra), Jorge Castro afirmou que não há acordo. “Não tenho condição de fazer percentual (de reajuste). Estamos desequilibrados comercialmente. Se eu der um reajuste de qualquer percentual, aumentamos o desequilíbrio. Se eu não tenho faturamento, eu não tenho como pagar. Se o meu faturamento não é condizente com os custos. Não aceitamos também o pagamento da vacinação pois é uma obrigação do estado. Não aceitamos também o pagamento de parte dos custos para renovação da carteira de habilitação dos trabalhadores”, destacou.
Mathias Jaimes e Rafael Santana com informações do CORREIO
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