
Pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto afirmou que sua campanha vai focar “nos problemas da vida das pessoas” e não apenas na disputa política. “Segurança, saúde, educação, emprego, a posição econômica da Bahia, a quantidade de jovens que hoje saem da Bahia pra ganhar a vida fora”, listou.
Segundo dados do IBGE, a Bahia tem uma das maiores taxas de desemprego do país e segue liderando rankings nacionais de violência, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Para Neto, esse cenário explica o que ele chama de “fadiga” após duas décadas do mesmo grupo no poder.
“A democracia permite ao eleitor dizer: agora eu quero mudar”.
Ao falar do governador Jerônimo Rodrigues, Neto foi direto: “Hoje, a reprovação é maior do que a aprovação. Todas as pesquisas sérias mostram isso.” Levantamentos recentes de institutos nacionais apontam índices de desaprovação acima da aprovação em parte do eleitorado baiano. Ele questionou qual seria a marca da atual gestão. “Simpatia paga boleto? Simpatia dá leito de internamento? Simpatia controla a violência? Claro que não.” Para o pré-candidato, carisma sem entrega não resolve: “Qualidade é quando a simpatia acompanha competência, liderança, realização, trabalho e resultado.”
Neto também relembrou sua passagem pela Prefeitura de Salvador. Eleito em 2012 com pouco mais de 50% dos votos válidos, foi reeleito em 2016 com 74%, segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Quatro anos depois eu fui mais votado na pobreza”, destacou. Ao deixar o cargo em 2020, pesquisas de avaliação apontaram aprovação superior a 80%. “Essa é a minha vitrine”, afirmou.
Para ele, a disputa até outubro será baseada na comparação de perfis, preparo e capacidade de resolver problemas concretos da população baiana.
Bahia Notícias Salvador Política Futebol Portal de Notícias TVS1