Em nota divulgada na noite de quinta-feira (13), a assessoria do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB), sustentou que não foi apresentada nas delações da Odebrecht “nenhuma prova” que o vincule a “nenhum ato ilícito”.
“Mesmo se somados os valores constantes nas falsas acusações, o montante apontado na matéria não existe”, alega.
Delatores da Odebrecht afirmaram ter acertado com Aécio pagamentos de propina e de caixa dois que, se somados separadamente, alcançam R$ 89,5 milhões entre 2008 e 2015. Os valores estão relacionados nos cinco inquéritos abertos contra o tucano, mas a própria Procuradoria-Geral da República (PGR), embora sustente haver indícios suficientes de que o tucano se envolveu em corrupção, fraude a licitações e desvio de recursos públicos, ainda não tem clareza sobre a cifra total que teria sido paga a ele e a seus aliados.
Conforme reportagem publicada pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, Aécio foi citado por ao menos cinco executivos como o autor de diversos pedidos de propina e caixa dois à empreiteira, a serem supostamente destinados a ele próprio e a políticos que apoiava.
Na nota, a assessoria de Aécio alega ser “falsa a afirmativa de que delatores teriam acertado pagamento de propina ao senador”. “Não existe uma única afirmação nesse sentido”, acrescenta.
Fonte: Estadão Conteúdo
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