
No dia 2 de outubro, data que marca o nascimento do líder pela paz Mahatma Gandhi (1869–1948), a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) protocolou, na Câmara de Salvador, o Projeto de Lei nº 456/2025 que institui o Dia Municipal da Não Violência. “Em tempos tão violentos, precisamos homenagear Gandhi, símbolo mundial da luta pacífica pela justiça social, pela igualdade e pela liberdade”, justificou.
A proposição, segundo ela, visa fortalecer a cultura da paz e inspirar práticas cotidianas de convivência não violenta, em um contexto social marcado por crescentes índices de intolerância, discriminação e conflitos interpessoais. “A não violência, como princípio ético e político, propõe não a passividade, mas sim a transformação ativa das relações humanas e institucionais por meio do diálogo, da empatia e do respeito”, argumentou a vereadora.
Fundação Ocidemnte – “Praticar a não violência é adotar uma postura de resistência ética diante da injustiça e de compromisso com a construção de soluções pacíficas e justas para os conflitos”, acrescentou Aladilce.
A homenagem a Mahatma Gandhi com o Dia Municipal da Não Violência foi uma sugestão do filósofo, escritor e ativista social Gel Varella, da Fundação Ocidemnte, criador da Banda Mahatma e de projetos como Quarta da Paz e Integrarte.
Segundo a vereadora, a data para apresentação do projeto de lei não poderia ser mais inspiradora: “Hoje (2) celebramos o aniversário de nascimento de Mahatma Gandhi, símbolo universal da paz e da resistência não violenta. Sua trajetória inspira gerações em todo o mundo a compreender que a verdadeira força não está na violência, mas na consciência, na justiça e no amor pela humanidade”.
Instituir a data, em sua opinião, “é um novo marco para Salvador, integrando forças e resgatando o pensamento da não violência como prática política, pedagógica e cidadã. Que este gesto simbólico se transforme em prática cotidiana, lembrando-nos de que a verdadeira revolução começa em cada um de nós; no respeito, no diálogo e na consciência de que somos parte de uma mesma humanidade”.
Consulta pública – A instituição da data pela Câmara Municipal de Salvador requer consulta pública, por meio do preenchimento de formulário, que pode ser acessado através da leitura de QR Code.
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