
O vereador Alexandre Aleluia (DEM) participou na tarde de terça-feira (9) de debate promovido pela comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o Projeto de Lei 7180/14 que trata do Escola sem Partido.
Para Alexandre Aleluia, o texto do Escola sem Partido, além de constitucional, “não traz apenas fundamentação cristã e unipartidária”. Aleluia criticou a suposta doutrinação de professores a alunos.
Ele disse que “docentes têm violado direitos familiares ao ministrar aulas que tratam de conteúdos impróprios para a idade dos estudantes”. A família, na concepção do vereador, é “o último resguardo na sociedade, e os professores têm atacado os ensinamentos morais e religiosos recebidos pelos alunos”.
Em seu primeiro projeto apresentado no Legislativo Municipal, Aleluia defende a tese do ‘Escola sem Partido’, nome da proposta baseada em uma Organização Não Governamental (ONG) que leva o mesmo nome, liderada pelo Dr. Miguel Nagib que tem encampado a luta contra a doutrinação e boicote de novos pensamentos alternativos defendida pelo vereador.
O Projeto ‘Escola sem Partido’ encabeçado pelo vereador Alexandre Aleluia em Salvador estabelece a colocação de um cartaz com os deveres dos professores nas salas de aulas com princípios de antipartidarismo, com pluralismo de ideias, liberdade de consciencia e de crença, liberdade de ensinar e aprender com o objetivo de combater a doutrinação ideológica e ostensiva dentro da sala de aula que quebra o poder e atuação da família no ensino.
“O resultado deste atual modelo deletério em que os professores viraram cabos eleitorais é o rendimento dos estudantes brasileiros, classificado entre os piores do mundo. O projeto da Escola Sem Partido é uma solução real para um problema real”, afirma o vereador em nota. O 1º artigo é bem claro: ‘O professor não se aproveitará da audiência cativa dos alunos para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias’”, argumenta Aleluia.
Além de Alexandre Aleluia, o vereador por São Paulo, presente tambpem no debate, Fernando Holiday, que é coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), disse que quando ainda cursava o ensino médio sofreu perseguição de professores por causa de divergências de pensamento. A maioria dos docentes, afirmou, tentava doutriná-lo. “Eles falavam que, se eu não abandonasse a minha fé e os meus laços familiares, eu estaria fadado à burrice”.
Conforme Holiday, o Escola sem Partido garante aos alunos a liberdade de pensamentos políticos e religiosos, “direitos que já estão na Constituição”.
Rafael Santana com informações da Agência Câmara
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