
A entrevista que o senador Ângelo Coronel concedeu ao podcast do BNews escancarou o que já corre nos bastidores da política baiana: ele foi rifado da chapa governista por imposição do PT, com aval silencioso do próprio partido e do seu “compadre” Otto Alencar.
Sem citar nomes, Coronel deixou claro que houve traição política e pessoal, ao lembrar que sua candidatura à reeleição “estava desenhada desde o início do projeto e foi atropelada” por uma decisão “por decreto”, sem diálogo e sem respeito à história construída.
Ao afirmar que “não dá pra caçar uma candidatura por capricho”, Coronel rebateu diretamente a ideia da chapa “puro-sangue” da petezada baiana, lançada ainda em 2024, e lembrou que jamais anunciou aposentadoria política ou deixou cargos para se impor dentro de outro partido.
O senador também reforçou que não foi ele quem criou a crise, mas sim a entrada autoritária do PT nas decisões internas, interferindo inclusive em partidos aliados para impor sua vontade.
Com dois mandatos no Senado e votação expressiva em 2018, Coronel segue com forte respaldo municipal. Prefeitos, vereadores e lideranças do interior acompanham sua orientação política por entenderem que, se o PT foi capaz de trair um senador da República, os municípios estariam ainda mais vulneráveis.
Diante desse cenário, Coronel trabalha para encontrar uma nova sigla que respeite seu projeto e ajude a virar a página de 20 anos de governos petistas na Bahia.
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