
A prisão de Jair Bolsonaro provocou uma reação imediata no Congresso: líderes da oposição decidiram paralisar as votações na Câmara até que a anistia seja oficialmente pautada. Deputados do PL, Republicanos e parte do PP afirmam que não vão dar quórum para nenhuma matéria considerada “prioridade do governo” enquanto o tema não entrar na ordem do dia.
O movimento se intensificou após a decisão ocorrer justamente no dia 22… número que virou símbolo da campanha bolsonarista, e depois da forte mobilização de apoiadores que viajaram para Brasília dizendo que vivem uma “injustiça” e que “é hora de reagir no Parlamento”.
Segundo levantamentos internos citados por líderes oposicionistas, há condições de reunir entre 320 e 350 votos para avançar com uma versão mais enxuta da anistia.
Nos bastidores, a estratégia inclui ocupação física do plenário, obstrução total das sessões e pressão direta sobre Arthur Lira para que coloque o projeto na pauta ainda esta semana. A oposição vê no episódio uma oportunidade para unificar a bancada, reforçar a narrativa de que Bolsonaro é alvo de decisões desproporcionais e transformar o caso em combustível político.
A movimentação já repercute fortemente nas redes, especialmente entre eleitores da Bahia, onde grupos organizam caravanas e atos em apoio ao ex-presidente.
Agora, com o ambiente cada vez mais tensionado, o país entra em um novo capítulo político: ou a Câmara acelera a discussão da anistia, ou viverá dias de paralisação completa.
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