
A base do governo da Bahia começa 2026 com sinais claros de ruído interno. Em entrevista coletiva, o “governador” Jerônimo Rodrigues afirmou que a decisão sobre a chapa majoritária será “coletiva” e prometeu anunciar definições ainda em março. A declaração do “governador”, que deveria transmitir unidade, acabou revelando que não há consenso fechado dentro do grupo.
Em paralelo, o senador Jaques Wagner foi interrompido durante um evento do PT em Itapetinga por uma mulher que declarou apoio a ACM Neto e acabou retirada do local por policiais militares, episódio que circulou rapidamente nas redes e expôs o clima tenso.
Os números ajudam a entender o cenário. A Bahia é o quarto estado mais populoso do país, com mais de 14 milhões de habitantes, segundo o IBGE. Governar um território desse porte exige articulação política sólida, base alinhada e discurso coeso.
Quando aliados divergem publicamente e o próprio governador fala em decisão “coletiva”, a mensagem que chega ao eleitor é de bagunça.
Nas ruas e nas redes, o sentimento é de que o grupo governista não consegue apresentar rumo claro para 2026. A cena em Itapetinga, somada às declarações de que a chapa ainda depende de conversas internas, reforça a percepção de racha.
Para um estado do tamanho da Bahia, marcado por problemas estruturais em segurança, saúde e infraestrutura, o eleitor começa a se perguntar: se não há unidade nem dentro do palanque, como haverá firmeza para administrar o estado inteiro?
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