
A greve nacional dos caminhoneiros é reivindicatória e legítima. Constituinte de 1988, afirmo com propriedade a consagração deste direito e defendo. A sociedade teve sim o impacto não só com os prejuízos em consequência desta greve, com a falta de abastecimento dos postos de gasolina e de mercadoria, bem como o setor industrial e agrícola, mas, também, com o principal impacto que foi a relevância da categoria. Ficou ainda mais notório o quão importante são esses trabalhadores para o nosso Brasil. Foi isso que despertou o apoio da sociedade e que, igualmente, me solidarizo. Agora, essa mesma sociedade que apoiou a causa precisa do apoio dos caminhoneiros e não pode ser ainda mais sacrificada.
Não podemos permitir e transformar esse ato em espaço para alguns políticos manipularem o lado X ou Y da questão. O foco é a força desse movimento dos caminhoneiros que impulsionam a economia, que são filhos, pais, irmãos e trabalhadores que lutam por suas famílias. O acordo positivo entre governo federal e categoria significa o caminho de condições para o reequilíbrio.
O governo federal foi assertivo ao antecipar importante mudança por meio de Medidas Provisórias que resultaram do acordo com os caminhoneiros para pôr fim à greve nacional. O acordo estabelece reserva de parte do frete da Companhia Nacional de Abastecimento – Conab para caminhoneiros autônomos, prevê a fixação do preço mínimo do frete e dispensa o pagamento de pedágio do eixo suspenso de caminhões. O Congresso Nacional vai analisar e votar essas MPs, com força de lei desde a edição e que vigoram por até 120 dias.
A tramitação seguirá inicialmente com a criação de três comissões mistas (de deputados e senadores), onde são votadas e podem ser alteradas. Depois das comissões, as MPs vão ser votadas pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. É um trabalho intenso, conjunto e que terá o meu apoio. Portanto, há sim uma mobilização intensa para amenizar os prejuízos diversos nos setores e na sociedade. Agora, é ampliar o debate e analisar possíveis imperfeições na concorrência para o desequilíbrio tributário.
Com isso, fica a lição desta mobilização de que não toleramos a corrupção e o descompromisso com questões sociais. É preciso continuar lutando no Congresso Nacional para acabar com as injustiças e desequilíbrio econômico-social, buscando sempre a previsibilidade de questões essenciais para o funcionamento do país. Afinal, os direitos dos trabalhadores devem ser preservados, e não apenas dos caminhoneiros, mas de todas as categorias. No Partido Trabalhista Brasileiro – PTB essa é uma das nossas maiores lutas. Bandeira Brasileira: maior símbolo da greve nacional dos caminhoneiros!
Benito Gama é deputado federal pelo PTB-BA e vice-líder do Governo no Congresso Nacional
Fonte: CORREIO
Bahia Notícias Salvador Política Futebol Portal de Notícias TVS1