Compre tráfego para seu site a preços baixos

Artigo. Quarentena aumenta violência contra mulher

Divulgação

No contexto da COVID-19, as autoridades brasileiras têm recomendado à população que permaneça recolhida em casa. Sem dúvida, tal isolamento social trata-se de medida emergencial de saúde pública, estratégia que visa achatar a curva de contágio e propagação do vírus. Entretanto, o regime de quarentena, além do abalo negativo na economia, tem produzido diversos impactos sociais, dentre os quais, o alarmante aumento dos casos de violência doméstica contra a mulher.

Infelizmente, para muitas mulheres, a casa é lugar de medo e abuso. O Fórum Brasileiro de Segurança, mesmo anteriormente à pandemia do coronavírus, já apontava que, no Brasil, a cada 2 minutos registrava-se um caso de violência doméstica. O confinamento das famílias em suas casas, verificado ao longo das últimas três semanas, tem tornado essas vítimas ainda mais suscetíveis às violências física, psicológica, moral, patrimonial e sexual. Neste período, segundo o Ministério da Mulher, houve um aumento de 18% na quantidade de denúncias registradas.

Fatores que fazem aflorar a violência. A neuropsicologia aponta que o isolamento social produz perturbações internalizadas como ansiedade, fobias, hipocondria, TOC, depressão, ideação suicida, e aumenta a agressividade nos indivíduos. Certamente, assim, muito mais gravoso é o confinamento social que se dá em razão de uma doença tão contagiosa e letal, como é o caso do coronavírus, pois, tal situação causa imensa incerteza nas pessoas quanto ao seu futuro próximo: temem pela sua saúde, pelos seus empregos e empresas, temem por suas vidas.

Essa inusitada carga de tensão tem elevado a pressão psicológica nos lares brasileiros, e nas famílias nas quais já havia previamente uma situação de violência (mesmo que adormecida) o atual ambiente de confinamento social funciona como um potencializador dos conflitos e confrontos, pois, na medida em que vítima e agressor tem estado mais tempo juntos dentro de casa, a mulher tem ficado ainda mais exposta ao controle e a agressividade do parceiro, e, muitas vezes, a combinação de bebidas alcoólicas e estresse tem resultado em feminicídios (assassinatos de mulheres).

Onde denunciar. Neste momento, a vítima poderá experimentar dificuldades para junto a familiares, amigos e vizinhos conseguir ajuda para fugir das agressões. Porém, os órgãos de defesa da mulher mantêm suas atividades durante a quarentena. Dessa forma, as denúncias da violência podem ser realizadas por meio do “Ligue 180” (que funciona 24 horas por dia, inclusive fins de semana e feriados); do “Disque 100”; e do “190”. Além disso, desde o último sábado (04/04), a vítima poderá denunciar o agressor com mais privacidade, por meio do App ‘Direitos Humanos BR’ (lançado no App Store e no Google Play, disponível para Android e IOS). Fiquem vigilantes. Afinal, a justiça é para todos! (Dr. Couto de Novaes , advogado criminalista)

Sobre Mathias Jaimes

Mathias Ariel Jaimes ( DRT 5674 Ba ) , é CEO do site #TVServidor e sócio-proprietário da agência de comunicação interativa #TVS1 . Formado em publicidade na Argentina. Estudou artes plásticas na Universidade Federal da Bahia. MBA em marketing e comunicação estratégica na Uninassau. Aluno do professor Olavo de Carvalho, Curso Online de Filosofia, desde 2015.

Leia também!

Prefeitura formaliza doação de terreno para construção da Promotoria de Justiça de Lauro de Freitas

A Prefeitura de Lauro de Freitas deu mais um passo para fortalecer o acesso da …

Compre tráfego para seu site