
Sumido desde que o escândalo da quadrilha do INSS veio à tona, Ciro Gomes parece ter entendido, enfim, que seguir atrelado ao PDT é caminhar rumo ao esquecimento político. Ver seu nome vinculado a Carlos Lupi, ministro da Previdência de Lula, num dos maiores escândalos contra aposentados da história recente, foi o estopim.
A sensação é de traição, tanto de Lupi, que transformou a Previdência em balcão de fraudes, quanto de Félix Mendonça Júnior, que, na Bahia, mantém o partido de joelhos em troca de carguinhos e acordos com o que há de mais incompetente no PT.
Ciro está cansado de carregar sozinho um projeto de país enquanto o PDT baiano age como apêndice do PT. E é na Bahia que pode começar a virada. ACM Neto surge como a âncora que Ciro precisa para romper com o atraso e iniciar uma frente ampla contra os 20 anos de destruição petista no estado.
O apoio de aliados históricos como Bruno Reis e da vice-prefeita Ana Paula Matos, por quem Ciro tem admiração pessoal e política, reforça a ideia de que, se existe um lugar para ressurgir, é aqui.
A ligação com Ana Paula vai além da política. Ela foi uma das poucas a defender Ciro até o fim, mesmo quando o PDT já havia virado as costas para ele. Ao lado de Bruno Reis, Ana é hoje um símbolo de competência administrativa que se encaixa com a visão de país defendida por Ciro: gestão técnica, compromisso com o social e responsabilidade com os recursos públicos.
Enquanto o PT se afunda em mais um escândalo, Ciro pode estar redesenhando seus próximos passos e Salvador, mais uma vez, entra no radar nacional.
Romper com o PDT não é mais uma escolha: é uma necessidade política e moral. Seguir no partido de Félix Mendonça e Carlos Lupi, após o golpe contra os aposentados, seria enterrar de vez qualquer chance de resgatar sua credibilidade.
Se a virada começar pela Bahia, com apoio de Neto e Bruno, Ciro pode, enfim, deixar de ser apenas um discurso isolado e se tornar o líder de um novo pacto político nacional.
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