
A Bahia vive uma curva de violência que assusta. De um lado, facções como o BDM, CV e PCC se entrelaçam, rompem alianças e disputam espaços com brutalidade. De outro, ações incomuns da criminalidade (como assaltos com patinetes elétricos ) revelam que o crime “se reinventa” para explorar fraquezas urbanas.
Em Iguaí, por exemplo, uma família foi sequestrada e trocou tiros com policiais em plena guerra de facções no interior do estado.
Na capital e suas orlas, movimentos antes impensáveis ganham força. Câmeras flagraram criminosos usando patinetes elétricos para roubar pessoas que caminhavam à noite em Armação, revelando que o bandido está atento ao que é leve, ágil e pouco vigiado: vídeos e relatos mostram que eles retornam, rendem, abandonam o meio de transporte e seguem a pé.
Esse cenário se agrava porque as facções baianas já não são mera reprodução de grupos nacionais: elas têm identidade própria, alianças circunstanciais e disputas internas que mudam as regras do jogo.
Um exemplo recente: prisões de membros do CV e do BDM em Salvador, com apreensão de armas e drogas. E, no extremo sul, uma operação conjunta em área indígena resultou na apreensão de fuzis, pistolas e grande quantidade de munição.
Para o cidadão, o risco é real: sair à noite, frequentar espaços públicos, caminhar por ruas menos iluminadas virou ato de coragem.
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