PRF
Uma nova cratera voltou a complicar a vida de quem passa pela BR-324, na altura do km 604, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, no sentido Feira de Santana. O trecho foi novamente interditado de forma parcial nesta quinta-feira (9), depois que equipes identificaram um novo afundamento na pista poucas horas após a liberação do tráfego. Segundo o DNIT, o problema está ligado a uma falha estrutural em um antigo bueiro sob o aterro da rodovia, que comprometeu a base do pavimento e obrigou novas intervenções emergenciais.
A Polícia Rodoviária Federal informou que o fluxo de veículos passou a ser desviado para a via lateral, com orientação para que os motoristas reduzam a velocidade e redobrem a atenção no trecho. A situação já vinha provocando transtornos desde terça-feira (7), quando a pista chegou a ser totalmente interditada no sentido Feira de Santana.
Na quarta-feira (8), o congestionamento chegou a cerca de 7 quilômetros, segundo atualização da PRF.
A nova cratera também virou combustível político. Em vídeo nas redes sociais, o vereador Cláudio Tinoco responsabilizou gestões petistas pela situação da rodovia e lembrou que a concessão da BR-324 foi firmada em 2009, durante o governo Lula e a gestão de Jaques Wagner na Bahia. “Tudo isso é responsabilidade do PT”, afirmou Tinoco, ao citar pedágios, promessas de terceira faixa, problemas em outras estradas federais da Bahia e a demora em obras como a Ponte Salvador-Itaparica e a FIOL.
O deputado estadual Jorge Araújo também foi ao local e cobrou explicações. Em tom de indignação, ele disse que acompanhou a obra de perto após o buraco virar cratera e criticou o fato de o problema ter reaparecido no mesmo ponto. “Fecharam o buraco em 24 horas, depois de manhã abriu o buraco de novo. E o pior: abriu no mesmo local, irmão. Desse jeito, governador, não dá”, afirmou o parlamentar.
O caso ocorre em meio à transição do modelo de gestão da BR-324 e da BR-116 na Bahia. A ANTT informa que a concessão original, assinada em outubro de 2009, envolvia 681 quilômetros e enfrentou dificuldades no cumprimento de obrigações contratuais; em 2025, o TCU validou a extinção consensual do contrato com a ViaBahia.
Enquanto a nova concessão não se consolida, o DNIT conduz serviços emergenciais e a ANTT prevê, para o novo projeto Rota 2 de Julho, 663 quilômetros de extensão, prazo de 30 anos e investimento estimado em R$ 15,7 bilhões.
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