
O governador Jerônimo Rodrigues deixou escapar, em entrevista na rádio Sociedade, o clima de tensão com o ministro da Casa Civil Rui Costa, ao reafirmar publicamente que é o líder do grupo político e que não abre mão de disputar a reeleição. A leitura nos bastidores do PT é direta: Jerônimo mandou recado ao antecessor diante da volta das especulações sobre uma possível candidatura de Rui ao Palácio de Ondina.
O problema é que, enquanto a disputa interna esquenta, prefeitos da base reclamam da queda de repasses federais sob o governo Luiz Inácio Lula da Silva e do não cumprimento de promessas do Estado, o que deixou dezenas de gestores sem apoio até para organizar festas de fim de ano em 2025.
Gestão incompetente. Considerado pela imensa maioria como o pior governador do Estado da Bahia, Jerônimo tentou empurrar para a Prefeitura de Salvador problemas que são de sua responsabilidade, como a situação dos ambulantes da antiga rodoviária e o abandono do estádio de Pituaçu, fechado por anos e liberado às pressas às vésperas do Baianão.
Na saúde, a situação é ainda mais grave: atrasos salariais se repetem em hospitais estaduais de diferentes regiões, levando a oposição a falar em “rodízio do calote”. Em Jequié, o deputado petista Euclides Fernandes cobrou publicamente o pagamento de trabalhadores do Hospital Geral Prado Valadares, escancarando que, quando a conta chega, até aliados apontam o responsável.
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