
O prefeito de Salvador, Bruno Reis, foi direto ao reagir às críticas do governo do Estado sobre o licenciamento da nova rodoviária de Águas Claras e desmontou o discurso do governador Jerônimo Rodrigues. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, Bruno afirmou que “nunca viu a Prefeitura embargar uma obra que o Estado está executando por falta de alvará” e classificou a narrativa do Palácio de Ondina como “desculpas para a incompetência”.
Para ilustrar, citou o VLT de Salvador, que até hoje tem apenas licença de terraplanagem, “mesmo com pilares e vigas já lançados sobre a BR-324”.
Bruno também alertou para a responsabilidade institucional envolvida. Segundo o alcaide da capital baiana, a Prefeitura não pode simplesmente “dar um jeito” sem que todas as exigências legais sejam cumpridas, porque, em caso de acidente, a conta recai sobre o município. No caso da rodoviária, o pedido de licenciamento só foi protocolado em 15 de dezembro, enquanto o governo do Estado queria inaugurar a obra em 19 de janeiro.
Dados da própria Prefeitura apontam que grandes empreendimentos urbanos em Salvador levam, em média, de 90 a 180 dias para análise completa, especialmente quando envolvem impacto viário e ambiental.
O prefeito ainda rebateu outra crítica recorrente do governo petista ao lembrar que muitas obras estaduais chegam ao município sem aval prévio de órgãos que não são da alçada da Prefeitura, como o Inema e o Iphan. “A Ponte Salvador-Itaparica e qualquer outra obra são prioridade máxima, mas existem formalidades”, reforçou.
Para Bruno Reis, jogar a culpa na Prefeitura virou estratégia para esconder atrasos, promessas descumpridas e a incapacidade administrativa que já marca a gestão de Jerônimo Rodrigues em toda a Bahia.
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